Vereadores do PSD de Soure criticam modelo da Sicógest

. domingo, 22 de abril de 2007
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Os vereadores eleitos pelo Partido Social Democrata (PSD) da Câmara Municipal de soure abstiveram-se na votação da adesão do município à empresa “Sicogest – Promoção e Desenvolvimento”, a constituir no âmbito da associação de desenvolvimento “Terras de Sicó”. Carlos Páscoa tem dúvidas quanto ao “modelo” da nova sociedade a constituir entre os seis municípios que integram a região da Sicó, juntamente com as duas caixas de crédito agrícola.
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O assunto esteve em cima da mesa na última reunião do executivo sourense, tendo Carlos Páscoa revelado as suas dúvidas quanto aos objectivos da “Sicogest” face às competências do município. “Tenho dúvidas se é este o caminho a trilhar e a percorrer” disse o vereador social-democrata afirmando que “o modelo encontrado parece-me o não adequado”.
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A “Sicogest” terá como tarefa principal a gestão da marca “Sicó” numa “promoção do território enquanto produto turístico, assumindo um braço financeiro para o desenvolvimento de projectos intermunicipais de interesse estratégico para o território”. De acordo com a proposta, o projecto inclui a “constituição de um fundo de empréstimo ou um fundo de garantia, concedendo empréstimos de honra, sem garantias e com uma bonificação total de juros, para apoiar empresários e empresas financeira e economicamente viáveis, que se enquadrem nos objectivos estabelecidos pela Terras de Sicó para a sub-região”.
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Um objectivo que levanta incertezas a Carlos Páscoa. Já que no seu entender o município não tem competências para exercer uma actividade parabancária. Por sua vez, o presidente da autarquia tentou esclarecer todas as dúvidas, afirmando que o projecto foi bastante debatido no seio da Terras de Sicó. No entender de João Gouveia a “Sicogest” surge como um complemento à actividade da associação de desenvolvimento com vista a criar soluções alternativas para continuar a estratégia de apoio às iniciativas do território. “Também tenho dúvidas se será o modelo mais adequado, mas também não tenho alternativa nem condições para nos excluirmos do projecto”, disse João Gouveia. A proposta viria a ser aprovada por maioria com quatro votos a favor (PS/CDU) e três abstenções (PSD).
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O capital social da empresa será de 5.000 euros, dos quais 2.600 euros serão detidos pela Terras de Sicó. As caixas de crédito agrícola de Pombal e de Serras de Ansião ficarão com uma quota de 450 euros, cada uma. O restante capital no valor de 1.500 euros será detido por cada um dos seis municípios que integram a região Sicó (Alvaiázere, Ansião, Condeixa-a-Nova, Penela, Pombal e soure), ficando cada um com uma quota no valor de 250 euros.