Contagem decrescente para o julgamento do “gangue dos automóveis”

. sábado, 23 de junho de 2007
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Uma vertiginosa corrida contra a lei, de 24 jovens ao longo de um ano, vai acabar agora na barra do tribunal depois de 80 carros roubados e 45 assaltos em diversas instalações.

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O Tribunal da Marinha Grande é pequeno para receber este julgamento onde são arguidos 35 indivíduos, entre os que roubavam, assaltavam e recebiam os objectos furtados. Sendo assim, tudo está a ser preparado para que seja nas instalações da Biblioteca Municipal que, a partir das 09H00 da próxima segunda-feira, 25 de Junho, tenham início as sessões, que deverão decorrer até Setembro.
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Com idades entre os 16 e os 29 anos, os elementos do gang pareciam procurar, através da vertigem dos crimes cometidos, uma espécie de adrenalina proibida.
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Entre Março de 2004 e Fevereiro de 2005, este grupo furtou oito dezenas de automóveis, em alguns casos pelo puro "prazer" de os vandalizar ou mesmo destruir, como aconteceu com três viaturas incendiadas e outras duas lançadas rua abaixo e para dentro do rio.
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Os prejuízos não se ficaram por aqui atendendo a que houve 13 carros que sofreram danos em acidentes de viação. A outras viaturas foram arrancadas peças destinados a receptadores.
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Assaltos em 16 concelhos
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Para além dos automóveis, os registos da acusação dão conta de uma série de assaltos em 16 concelhos, desde Marinha Grande, Leiria, Pombal, Ansião, Batalha, Alcobaça, Nazaré, Porto de Mós, Ourém, Caldas da Rainha e Óbidos, isto só no distrito de Leiria, para além de Soure, Figueira da Foz e Coimbra, ou Aveiro, mais a Norte, e Tomar, no limite Sul.
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A forma como se constituiu um gang desta dimensão é matéria para apurar durante o julgamento, atendendo a que a grande maioria dos acusados (23) são residentes em vários bairros de Leiria, mas há também indivíduos de Soure, Batalha, Fátima e Marinha Grande.
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À data do despacho de acusação, três arguidos estavam em prisão preventiva, enquanto outros quatro se encontram em prisão domiciliária ou sujeitos a apresentações periódicas na esquadra.
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Pela calada da noite
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Lojas, cafés, escolas e associações recreativas também não escaparam aos desígnios do grupo. Mesmo nestes casos havia sempre o envolvimento de viaturas furtadas, normalmente durante a noite, quase sempre em zonas habitacionais pouco iluminadas ou parques de estacionamento de bares e discotecas. Pela calada da noite realizaram uma média de três furtos por semana durante um ano, mas houve um dia em que fizeram cinco assaltos. Não há registo de vítimas que tenham reagido ou resistido à actuação criminosa.
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Tudo isto seria coordenado por um jovem de 24 anos, líder do gang, que planeava os assaltos, determinando os alvos e escolhendo os "operacionais" para cada acção. Segundo o Ministério Público, as instruções chegavam ao ponto de determinar o tipo de condução a executar, sempre em alta velocidade, e a utilização de luvas e gorros nos assaltos, tal como a verificação da não existência de câmaras de vídeo-vigilância nas caixas Multibanco utilizadas por eles nas zonas dos crimes.