Bombeiros de Soure actuam no fogo da Serra da Boa Viagem

. sexta-feira, 31 de agosto de 2007
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Dois incêndios deflagraram ontem na Serra da Boa Viagem e se um foi dado como extinto poucos minutos depois, já o outro, com dois focos distintos, exigiu obrigou à utilização de todos os meios possíveis.
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Os fogos, aliados à vandalização de dois postos de vigia, levaram a autarquia a alertar as autoridades competentes. O “sinal” já tinha sido dado à hora de almoço, quando sem condições atmosféricas favoráveis, deflagrou um incêndio na Serra da Boa Viagem, mas a “confirmação” viria de tarde, quando cerca das 16h00, surgiram ao mesmo tempo mais dois focos, que acabaram por se tornar numa enorme dor de cabeça.
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Os bombeiros e outros agentes ainda se encontravam no local, em acções de rescaldo e atentos a qualquer movimentação.«Não há geração espontânea no fogo», visivelmente preocupado com as proporções que o fogo estava a tomar e aguardando ansiosamente a chegada dos aviões. «Dois fogos no mesmo dia, na mesma zona, num dia de baixa humidade, sem calor excessivo e perto de um caminho florestal, só nos leva a uma conclusão», salientava o vereador, depois de já nos ter explicado que havia participado «às autoridades com competências nesta área», a desconfiança de que era fogo posto, até porque, os postos de vigilância da Serra (na zona da Bandeira e Abrigo da Montanha), foram vandalizados nos últimos dias, um deles por duas vezes, sendo que os vidros foram todos partidos.
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Situações consideradas como «muito preocupantes», e por isso, a vigilância vai redobrar e a entrada em campo das autoridades. O fogo que consumia a floresta entre a Casa das Cruzinhas e a Bandeira, foi combatido com dezenas de elementos dos Bombeiros Municipais e Voluntários da Figueira, com a ajuda dos de Montemor-o--Velho, Cantanhede, Soure, Condeixa, Mira, Brasfemes entre outros, num total de 12 corporações, 130 homens e dezenas de viaturas, elementos dos Sapadores Florestais, um avião “Dromadair”, um “Canadair” e dois “Beriev”, os aviões russos com capacidade para 8 mil litros de água cada.
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Paralelamente, no local uma equipa de Sapadores Juniores com a viatura “RINO”, um todo-o-terreno «com um kit de primeira intervenção e grande mobilidade», ia apagando «pequenas projecções», que o vento arrastava, evitando que se propagasse ao outro lado da estrada, numa experiência «que está a resultar», conforme explicava, o director da Circunscrição Florestal do Centro.
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António Gravato garantiu ainda que, durante a noite, iriam ser colocados na zona sapadores, e que para este incêndio foram ainda mobilizados os “GAUF”, Grupo de Análise e Utilização do Fogo, até porque não queria «correr nenhum risco».
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Esse grupo, de técnicos altamente especializados «com ferramentas especiais e um computador, identificam os pontos críticos e colaboram, propondo modos de actuação», esclareceu Sérgio Correia da Defesa da Floresta Contra Incêndios da Direcção Geral de Recursos Florestais.Já ao fim do dia, o coordenador municipal de Protecção Civil, admitiu que, a dado momento «a situação esteve um pouco difícil, pelo vento, e embora o fogo não se tenha desenvolvido rapidamente, era difícil a progressão quer do pessoal, quer das viaturas», frisou o major Fernando Castro.
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A Polícia Judiciária esteve já no local e avaliou os dois pontos “suspeitos”.