Estrangulada pelo companheiro era vítima frequente de violência

. domingo, 23 de setembro de 2007
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Um homem, de 57 anos, estrangulou a companheira, de 47, ontem de manhã, em Matas do Louriçal, Pombal. Posteriormente, o presumível homicida tentou enforcar-se, mas não foi bem sucedido, tendo sido transportado para o hospital da Figueira da Foz, onde permanece internado. A família tinha um longo historial de violência doméstica e a mulher tinha já sido inclusivamente acolhida por instituições de apoio à vítima. Mas acabava sempre por regressar. " Ele bate-me, mas eu gosto do meu Zé", terá confessado dias antes a uma vizinha.
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Tudo aconteceu pouco depois das oito horas, no quarto do casal, na casa onde moravam, na Rua dos Amaros, 17. Viviam juntos há cerca de dois anos. Maria do Rosário sofria de epilepsia e era beneficiária do Rendimento Social de Inserção.
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Ao que o JN apurou, a vítima estaria a dormir quando tudo aconteceu. A Polícia Judiciária encontrou-a nua da cintura para cima e com sinais evidentes de estrangulamento.
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Após cometer o crime, o alegado homicida, José, ligou a um irmão da companheira a quem terá confessado tudo. "Eram umas 8.30 horas quando ele ligou para o meu telemóvel. Estava calmo e disse-me 'a tua irmã acabou de ficar cadáver'. Fiquei baralhado mas temi logo o pior", contou José Francisco, de 51 anos.
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As suspeitas de José Francisco foram reforçadas por um desabafo que o agressor tivera, anteontem à noite, em casa dos pais da vítima, em Casalinhos, Soure. "Eu vou preso mas ela [Maria do Rosário] vai ser enterrada", terá dito José à mãe da vítima, Maria Ventura, de 74 anos.
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Após ter confessado a autoria do crime ao irmão da vítima, José alertou as autoridades para o sucedido. Depois, atou uma corda a um ramo de uma nespereira, no quintal contíguo a habitação, e tentou enforcar-se. Foi nessa altura que apareceram os Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz que cortaram a corda que asfixiava José, salvando-lhe provavelmente a vida.
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Ontem, o sentimento era de revolta entre os familiares da falecida. "Assassino que mataste a minha menina. Aquele ladrão levou-me a minha filha", gritava a mãe da vítima. Ao que parece, e segundo testemunhos de familiares e vizinhos, os episódios de violência doméstica entre o casal já eram frequentes. Maria do Rosário já por duas ocasiões tinha estado, através da Segurança Social, em instituições de apoio à vítima e terá ainda apresentado várias queixas à polícia contra o companheiro.
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Apesar das agressões de que era constantemente alvo, Maria do Rosário, viúva há três anos, voltava sempre para o companheiro. "Ele bate-me mas eu gosto do meu Zé", terá confidenciado há dias a uma vizinha, que solicitou anonimato.
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Ao que o JN apurou, José Antão, também viúvo, andava frequentemente embriagado. "Nunca gostei da pinta dele. Era um homem do vinho", afirmou José Francisco. "O Rato (agressor) era uma pessoa calma mas quando bebia uns copos tornava-se violento e batia na companheira com frequência", confirmou, ao JN, Manuel Labaredas, de 62 anos, um vizinho do casal.