Centenas no adeus a vítimas de acidente

. sábado, 13 de outubro de 2007
  • Agregar a Technorati
  • Agregar a Del.icio.us
  • Agregar a DiggIt!
  • Agregar a Yahoo!
  • Agregar a Google
  • Agregar a Meneame
  • Agregar a Furl
  • Agregar a Reddit
  • Agregar a Magnolia
  • Agregar a Blinklist
  • Agregar a Blogmarks


U m silêncio pesado tomou ontem conta do lugar de Moinho de Almoxarife, no concelho de Soure, em Coimbra, com a realização dos funerais de Nuno Páscoa e de José Maia Rodrigues. Os dois homens, de 28 e 43 anos, respectivamente, morreram na terça-feira, devido a uma descarga eléctrica ocorrida enquanto trabalhavam em Vandoma, Paredes. O acidente causou ferimentos em mais três operários, tendo dois deles ficado com queimaduras de segundo e terceiro graus em mais de 50% do corpo.
.
As ruas de Moinho de Almoxarife estão lotadas de carros e há vultos negros em cada esquina. São às centenas as pessoas reunidas na última homenagem às vítimas. "Vieram de todo o lado, foi uma coisa louca", diz uma familiar próxima de José Rodrigues que prefere não ser identificada. "Eles eram pessoas queridas e dinâmicas. Imagine o que é, numa terra pequena, envelhecida, morrerem dois jovens", completa, antes de cair em lágrimas. José Maia e Nuno Páscoa pertenciam ao Samuel Futebol Clube. O segundo era sócio, também, do Clube de Motards 'Diabos de Samuel'.
.
"A tragédia traumatizou toda a população. Eles eram pessoas espectaculares. Foram trabalhar e encontraram a morte", solta a moradora Lurdes Pato. Está encostada a um muro, de rosto fechado, já após a partida dos caixões, rumo ao cemitério da freguesia de Samuel.
.
"O responsável que ligou a luz vai ser descoberto!", diz uma voz revoltada, aludindo ao modo como terá ocorrido o acidente. "O Tiago, filho do José Rodrigues, está em estado de choque porque os jornais disseram muitas mentiras sobre o estado dos corpos e sobre a forma como tudo aconteceu. Ele assistiu à morte do pai e quando leu aquelas coisas ainda ficou pior", conta a familiar que prefere o anonimato. E acrescenta "O Tiago viu o pai morrer e, além de pai, era o seu melhor amigo. Não queremos perguntar-lhe o que é que aconteceu. Foi algo de muito errado, mas neste momento não vale a pena especular". Há que "dar tempo ao tempo", defende .
.
In Jornal Notícias