Governo não apoia Soure, Mira e Cantanhede

. sábado, 13 de outubro de 2007
  • Agregar a Technorati
  • Agregar a Del.icio.us
  • Agregar a DiggIt!
  • Agregar a Yahoo!
  • Agregar a Google
  • Agregar a Meneame
  • Agregar a Furl
  • Agregar a Reddit
  • Agregar a Magnolia
  • Agregar a Blinklist
  • Agregar a Blogmarks


O Governo afectou, para o próximo ano, sete milhões de euros para a construção da nova cadeia de Coimbra, um sinal de que o arranque da sua construção se deve efectivar durante o próximo ano. Este é um dos elementos mais relevantes da parte do Orçamento de Estado que se refere ao PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) regionalizado. Além deste projecto, que no ano passado tinha apenas consignados 80 mil euros, também o Hospital Pediátrico de Coimbra vê subir o seu financiamento estatal. De 8 milhões de euros que estavam no Orçamento de Estado de 2007 para construção da nova unidade de saúde a verba passa, em 2008, para 17,2 milhões, sendo que o grosso da fatia (13 milhões) diz respeito a financiamento comunitário. Ora, quando o projecto foi lançado o Governo de então garantiu que o financiamento seria todo efectuado com verbas nacionais, o que agora já não estará a acontecer, recorrendo às verbas de Bruxelas.
.
terceiro grande projecto do distrito prende-se com o Metro Mondego mas neste caso a verba inscrita em PIDDAC é reduzida face ao ano passado. Um corte que traduz o impasse que neste momento se vive no processo e eventualmente a menor vontade política em lançar o concurso em 2008. No ano passado, no mesmo documento, o Metropolitano Ligeiro do Mondego tinha um total de 8,3 milhões contra os 3,5 milhões que surgem inscritos na proposta do Governo. Todavia, há a acrescer mais um milhão de euros inscritos numa nova rubrica denominada Sistema de Mobilidade do Mondego. Mesmo assim, o total de 4,5 milhões é curto para o lançamento da empreitada.
.
Quanto a Soure...
.
Globalmente, no documento do PIDDAC regionalizado o distrito de Coimbra aparece com um total de 140 milhões de euros enquanto no ano passado o valor global era de 148 milhões. Uma redução que pode não ser real uma vez que este ano os projectos das Estradas de Portugal (que entretanto foi transformada em entidade pública empresarial) não surgem neste documento do Orçamento de Estado. Quando se analisam as verbas por concelho (ver quadro), Coimbra, Figueira da Foz e Penacova são as que mais dinheiro devem receber. No caso da Figueira da Foz o grosso da verba prende-se com obras no Porto e em Penacova quase um milhão de euros será encaminhado para a ampliação de uma escola. Pela negativa, destaque para Cantanhede, Mira e Soure que não têm qualquer verba inscrita. Todavia, os 43 milhões de euros inscritos pelo Ministério da Agricultura para desenvolvimento da Aquicultura estarão certamente relacionados com o projecto da Pescanova no concelho.