Olival do Sicó exige mecanização

. domingo, 2 de dezembro de 2007
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Os olivicultores estão esperançados em que os fundos financeiros do quadro comunitário de apoio vigente os possam ajudar a adquirir formação e equipamento para modernizar as explorações.
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A competitividade dos tempos modernos já não se compadece com os velhos hábitos de fazer a apanha da azeitona à força de braços. De modo a adquirir competitividade no mercado global, a aquisição de maquinaria é uma necessidade para os produtores olivícolas da região de Sicó, abrangendo os concelhos de Pombal, Ansião, Alvaiázere, Condeixa, Penela e Soure. Reunidos por iniciativa da associação que os representa, cerca de uma centena dos 240 agricultores associados ficaram a saber que a Olivisicó está empenhada em promover candidaturas a financiamentos através do QREN, com base em parâmetros de renovação de grande parte da mancha de olival existente nos oito mil hectares daquela zona.
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Por outro lado, Nuno Neves, da Direcção Geral de Agricultura e Pescas (DGAP) alertou para se proceder aos tratamentos fito-sanitários, fundamentais nesta altura do ano, e até à Primavera, no início da nova campanha da azeitona. Os técnicos insistiram, quarta-feira passada, na necessidade de “fazer o diagnóstico da estado do olival, procedendo às correspondentes adubações e fertilizações”. As características do terreno da região de Sicó, dominada por pequenas parcelas de olival, torna muito difícil a mecanização, dificuldade que só poderá ser ultrapassada “se os olivicultores partilharem recursos técnicos e adquirirem meios mecânicos em conjunto”, desafia Nuno Neves. Isso mesmo é constatado por Isabel Guiomar, presidente da Olivisicó, que reconheceu que tanto a faixa etária dos produtores do sector como as próprias árvores estão envelhecidas. Para que seja possível dar o salto para o futuro “é necessário apostar na investigação, experimentação e inovação”, afirma a líder da associação. Nesta perspectiva, desde 2005 que a Olivisicó está empenhada em promover a certificação do azeite com marca Terras de Sicó. Por isso mesmo estão a ser feitas análises à qualidade do azeite produzido nas duas últimas campanhas, com resultados francamente positivos, que permitem acreditar que a certificação possa ocorrer no final do próximo ano, ou em 2009.
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In Diário As Beiras