A velha questão do IV e do IIII

. quarta-feira, 31 de outubro de 2007
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Como nem sempre vemos as coisas com olhos de ver, alguém nos chamou a atenção para a representação do quatro no relógio da igreja na foto, em Soure. As pessoas aprendem na escola que o quatro em numeração romana se escreve IV e depois aparece-lhes o dito algarismo nos mostradores representado por quatro “is” - IIII.
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O facto não é exclusivo de Soure, pois até no relógio da manuelina Sé Catedral do Funchal o quatro romano escreve-se assim: IIII. As tentativas de explicação deste suposto erro leva-nos precisamente à época dos romanos, que consideravam uma irreverência utilizar o IV, por ser esta a primeira sílaba de IVPITER (Júpiter, o deus mais importante).
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Esta “tendência” terá terminado na Idade Média, em que se começou a escrever o quatro como IV, acabando por ser retomada em plena era industrial devido a um acidente de comboio ocorrido em Inglaterra. Consta que o operador de uma estação ferroviária, que deveria deslocar os trilhos para uma determinada posição, viu o horário errado no relógio porque o ponteiro dos minutos se alinhou com o I do IV. Por causa desta tragédia, os fabricantes de relógio terão decidido convencionar o quatro como IIII.
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In Campeão das Províncias

Liga dos Últimos

. sábado, 27 de outubro de 2007
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Jogo: Andorinha - Benfica de Soure na RTP N

Tiago Bettencourt com raízes sourenses

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Tiago Bettencourt, o compositor e intérprete dos Toranja e Mantha descende de gerações de monárquicos convictos e de sourenses.
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Tiago de Albergaria Pinheiro Goulart de Bettencourt nasceu em Coimbra a 16 de Setembro de 1979, mas viveu sempre na linha de Cascais, primeiro na Parede e depois no Estoril, tendo estudado no Colégio Luísa Sigea e no Liceu de S. João do Estoril. Fez Arquitectura na Universidade Lusíada de Lisboa, licenciando-se em 2005. Foi desde sempre autor das letras, compositor e intérprete, primeiro com os Toranja e agora com os Mantha. Tem apenas um irmão, mais velho, João Maria, licenciado em Gestão, também solteiro. É filho de João Amândio Teixeira Goulart de Bettencourt, licenciado em Direito que pertenceu à Causa Monárquica desde 1962, sendo membro fundador da Convergência Monárquica e do PPM, cujos quadros dirigentes integrou. Em sucessivos governos, por mais de 20 anos foi chefe de gabinete de vários ministros, vice-comissário da 17.ª Exposição do Conselho da Europa e actualmente assessor do IFAP (Inst. de Financiamento da Agricultura e Pescas), com produção literária editada em vários jornais e revistas, natural das Velas, ilha de S. Jorge, Açores, e de sua mulher, Maria José Vasconcelos de Albergaria Pinheiro, licenciada em História, natural de Coimbra, professora nas Doroteias, em Lisboa, e na Escola Salesiana do Estoril.
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Foi seu avô paterno João Goulart de Bettencourt, natural de São Jorge, também licenciado em Direito e notário em São Roque do Pico, Castelo de Paiva e Paços de Ferreira. A sua avó paterna, Maria Dulce de Oliveira Teixeira, é das mais antigas senhoras licenciadas em Direito pela Universidade de Coimbra. Nasceu no Brasil, mas a família paterna é de Fão, da Casa do Largo, sendo bisneta de Manuel Joaquim Teixeira, coronel médico, por sua vez neto de João da Graça Teixeira, licenciado em Direito, juiz dos órfãos de Apúlia e de Fão em 1740.
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O avô materno de Tiago Bettencourt foi o médico Fernando Mancellos de Albergaria Pinheiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, nascido em Soure, representante do título de visconde de Degracias, (filho de Delfim Pinheiro, também médico e presidente da câmara de Soure), casado em Coimbra com Berta de Miranda Vasconcelos, de Vila Real, filha de Eduardo Miranda Vasconcelos, licenciado em Direito, sobrinha materna dos irmãos Pinto da Silva, empresários de ópera do século XIX no Rio de Janeiro e no Teatro Passos Manuel, no Porto. O 1.º visconde de Degracias, António Cardoso Amado de Albergaria Vale, quarto-avô do músico, foi grande proprietário em Soure e capitão-mor do Zambujal. Descendia de Pedro Amado da Cunha e Vasconcelos, seu bisavô, fidalgo da Casa Real, de Condeixa-a-Nova, quarto-neto de Francisco Amado de Vasconcelos, de Santiago do Cacém. Por sua vez este era quarto-neto de João Pires Amado, fidalgo da Casa Real, e de sua mulher, Brites Anes Baracho, filha de Amador Baracho Correia e de Brites Anes de Santarém.
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Esta senhora era filha natural de D. João II com Brites Anes, a Boa Dona, de Santarém.Pelo ramo Albergaria, descende dos Soares de Albergaria, de Lisboa, que após a conquista da capital, no século XII, tiveram uma albergaria junto ao actual Poço do Borratém.
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In Diário de Notícias

Soure: Aposta na educação e formação de adultos

. sexta-feira, 26 de outubro de 2007
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Inverter o cenário de baixa escolarização e qualificação da população activa portuguesa é uma aposta a ganhar. Oito dezenas de profissionais debateram a Iniciativa Novas Oportunidades em Soure.
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Reflectir sobre a problemática da educação e formação de adultos, no novo enquadramento da Iniciativa Novas Oportunidades, é o objectivo do encontro que se iniciou ontem na sede do Agrupamento de Escolas de Soure.
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Na sessão de abertura do encontro, o governador civil de Coimbra afirmou que a qualificação da população, no âmbito desta iniciativa, é “um desígnio nacional”. Henrique Fernandes, que substituiu o secretário de Estado da Educação, que não pode estar presente por compromissos relacionados com a Presidência Europeia, sublinhou que hoje “o desafio é proporcionar a quem já desempenha uma actividade, com um pequeno complemento de formação, a sua certificação”.
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De igual modo, a directora regional adjunta de Educação do Centro realçou que hoje se assiste a uma “fase de mudança” com a aposta na escolarização e qualificação dos portugueses, procurando ultrapassar o défice que existe. “Todos somos poucos”, afirmou Cristina Lopes, apelando às parcerias e lembrando que a meta é levar os adultos a concluir primeiro o 9.º ano e depois o 12.º ano. O objectivo é formar um milhão de portugueses até 2010 e conseguir que até 2013 todos os adultos que não tiveram oportunidade de estudar possam frequentar os Centros Novas Oportunidades, acentuou a responsável.
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Também a vereadora da Educação da Câmara de Soure realçou a existência, no concelho, de dois Centros Novas Oportunidades. “Estamos já a ver resultados na melhoria da qualificação da população, quer em Soure, quer de concelhos limítrofes”, afirmou.
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Na sua intervenção, o presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Soure – com mais de dois mil alunos, de 13 nacionalidades, e 250 professores –, realçou a preocupação em assegurar “uma oferta educativa assente em cursos duplamente qualificantes”: cursos tecnológicos, cursos profissionais e cursos de especialização tecnológica.
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“A responsabilidade de intervir também na qualificação académica e profissional da população do concelho levou o agrupamento a criar, há um ano, o Centro Novas Oportunidades, cuja actividade tem sido um êxito enorme”, referiu Ramos Pereira, ao sublinhar que nele estão inscritas 800 pessoas, 240 frequentam cursos e 150 foram certificados.“Esta é a nossa contribuição para ajudar a resolver um problema nacional, que é a baixa qualificação da população activa portuguesa”, frisou, recordando que os números indicam que “50% da população activa portuguesa não tem a escolaridade básica”.
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Na abertura do encontro, que hoje termina, participaram ainda Maria do Carmo Gomes, directora do Departamento de Coordenação e Gestão da Rede de Centros Novas Oportunidades, e o director do Centro de Formação, António Cerca. Organizado pelo Centro de Formação Sicó-Norte, no encontro participaram cerca de 80 profissionais, incluindo coordenadores de Centros Novas Oportunidades, técnicos RVCC, formadores e professores interessados neste processo, dos seis distritos da região Centro, acompanhados por um conjunto de especialistas.
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Plano de alfabetização no concelho
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No concelho de Soure deverá arrancar ainda este ano um plano de alfabetização de adultos, inserido no âmbito de cursos específicos do Centro Novas Oportunidades. O projecto, anunciado ontem pelo presidente do conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Soure, pretende envolver vários parceiros para “uma intervenção activa na redução da taxa de analfabetismo”, que no concelho se situa em cerca de 12 por cento, referiu Ramos Pereira, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS.
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“Só concretizamos este projecto com êxito se conseguirmos envolver as instituições particulares de solidariedade social, onde estão alguns idosos que podem fazer este tipo de aprendizagem, e as juntas de freguesia, que podem ceder espaços para a realização dos cursos”, afirmou o responsável, realçando que “a ideia é ir ter com as pessoas aos locais onde elas residem”. O desenvolvimento do projecto exige também o apoio da tutela, para que “disponibilize meios e recursos humanos”, e da Câmara Municipal de Soure, acrescentou o responsável, ao acrescentar que a aquisição de competências como a escrita e a leitura são “essenciais para o exercício de uma cidadania responsável”.
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In Diário As Beiras

Simpósio: Desafio na Emergência Pré-Hospitalar

. sábado, 20 de outubro de 2007
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Dia 21 Outubro de 2007 - 08H30 Quartel Sede - Soure

Consulte aqui o programa » VER

Os insondáveis caminhos do PIDDAC

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Na apresentação do Orçamento de Estado para 2008, o Governo do PS anunciou, com pompa e circunstância, um aumento do investimento, medida aliás que muitos vêm reclamando como essencial para lançar o crescimento da nossa economia. A leitura dos mapas, entretanto distribuídos, não autoriza em nada essa conclusão, sendo que, no que ao PIDDAC diz respeito (de que eu nas últimas semanas venho falando), o único dado objectivo é que ele cai mais de 27%, recuando mais de 1300 milhões de euros.
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Ora o PIDDAC é um dos principais, senão o principal, instrumento de investimento da Administração Central nas regiões, fundamental para resolver problemas concretos das populações, atenuando assimetrias que se acentuam e promovendo o equilíbrio entre elas.
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Olhando para a proposta que temos em cima da mesa, para o distrito de Coimbra, e não dispensando uma leitura mais fina, são evidentes as suas contradições.
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O distrito começa por perder cerca de 6%, relativamente ao ano passado, quando já apresentava uma quebra de 12%.
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Mas mais grave do que isso é o facto de haver três concelhos - Cantanhede, Mira e Soure - cujo investimento previsto é rigorosamente zero. E de haver outros seis concelhos que têm atribuídas dotações residuais abaixo dos 50 000 euros - Condeixa-a-Nova, Montemor-o-Velho, Oliveira do Hospital, Pampilhosa, Penela e Góis - este último com o ridículo valor de 1000 (sim, mil) euros.
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O que é definitivamente revelador do carácter antipopular deste PIDDAC é saber que, contrariando o documento aprovado em 2007, os hospitais Rovisco Pais e o Distrital de Cantanhede deixam de ter quaisquer verbas previstas, bem como as extensões de Saúde de S. Silvestre, das Alhadas, de Pereira do Campo, de Samuel, não constam na proposta para 2008, dando uma clara indicação de que mesmo as verbas do ano passado não foram utilizadas, pois não iriam agora parar obras a meio.
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O mesmo acontece com o Conservatório de Música de Coimbra, rasgando-se assim os compromissos assumidos no passado ano.
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Há, entretanto, um compromisso que este Governo quer honrar. O compromisso com as multinacionais e designadamente com a Pescanova.
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Sob a simpática designação de "Desenvolvimento da Aquicultura - Coimbra", integrada na medida "Controlo, protecção e desenvolvimento dos recursos aquáticos, aquicultura e salicultura", lá estão os 43 472 105 euros, (sim, 43 milhões de euros), para gastar em 2008.
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São as opções deste Governo. Para uns, há milhões. Para os centros de Saúde, para as escolas, para as estradas, para bibliotecas, para a defesa do património, para a defesa da costa, para a despoluição da Barrinha, para as colectividades, para a cultura no concelho de Mira, o que conta é o défice e nem um cêntimo se disponibiliza.
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João Frazão escreve no JN

XVI ENCONTRO DE BANDAS DO CONCELHO DE SOURE

. sexta-feira, 19 de outubro de 2007
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21 de Outubro 07 - Malavenda - Pombalinho
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O evento contará com a presença das cinco Bandas de Música existentes no Concelho de Soure:
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. Grupo Musical Gesteirense
. Banda do Cercal
. Soc. Filarmónica R. B. Vilanovense
. Filarmónica 15 de Agosto Alfarelense
. Banda de Soure
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O Programa:
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10h30m-Chegada das cinco BANDAS DE MÚSICA, seguida de desfile em POMBALINHO
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11h30m-Recepção e Concentração das BANDAS (Largo da Igreja Matriz de Pombalinho)
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15h00m-CONCERTO.
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Centro Social de Malavenda e Cabeça da Corte

Estudo apresenta três vias para ligar Taveiro a Alfarelos

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São três as hipóteses que o Estudo de Impacte Ambiental apresenta para uma futura ligação entre Taveiro e Alfarelos.
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As duas soluções que atravessam o Paul de Arzila são as que melhor respondem às expectativas das populações.
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O Estudo de Impacte Ambiental (EIA), incluindo o resumo não técnico, do projecto da variante às EN341 e EN347, entre Alfarelos e Taveiro, apresenta três soluções devidamente estudadas para um possível traçado. O EIA encontra-se disponível para consulta pública desde a passada segunda-feira, prazo que se prolonga, por 40 dias úteis, até 10 de Dezembro.A solução A tem uma extensão de cerca de nove quilómetros, enquanto a solução B apresenta um traçado com perto de 10 quilómetros. As duas desenvolvem-se dentro de zonas naturais de elevado interesse, como são os casos da Reserva Natural do Paul de Arzila, da Zona de Protecção Especial Paul de Arzila e da Rede Natura 2000 – Sítio Paul de Arzila. Com 16 quilómetros, a solução C não afecta nenhuma destas áreas naturais.
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Segundo o estudo, finalizado em Maio deste ano, a hipótese C é, em termos globais, «a pior», uma vez que é a que «apresenta mais impactes negativos». Entre as alternativas A e B, as diferenças não são «significativas», embora a solução A, globalmente, seja «ligeiramente mais vantajosa».Relativamente ao objectivo da via em análise, a alternativa C é a que «menos tráfego retira das actuais EN341 e EN347, afastando-se, assim, do objectivo pré-definido». O traçado desta hipótese funcionará como «via complementar à existente, essencialmente, para a EN347», verificando-se numa parte do percurso um «acréscimo de tráfego na EN347».Já as restantes possibilidades (A e B) funcionarão como «concorrentes à rede viária existente e retirarão tráfego significativo da rede viária EN341 e EN347, em particular da primeira via, o que se coaduna com o objectivo do estudo».
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O EIA revela que as soluções A e B são «muito semelhantes com ligeira vantagem» para a hipótese A. Pese embora, divulga o estudo, «as duas soluções tenham impactes negativos significativos ao nível da ecologia e na zona integrada na Reserva Natural do Paul de Arzila». Neste ponto, «a solução B provocará uma maior partição de habitats e será mais perturbadora para as espécies mais sensíveis do que a solução A».
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O projecto em análise intercepta as freguesias de Ameal, Arzila e Taveiro (concelho de Coimbra), Pereira e Santo Varão (concelho de Montemor-o-Velho), Anobra, Belide e Sebal (concelho de Condeixa) e Alfarelos, Figueiró do Campo e Granja do Ulmeiro (concelho de Soure). Refira-se que o resumo não técnico pode ser consultado nas juntas de freguesia acima referidas.
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O estudo reconhece que a via em análise constituirá uma ligação regional e promoverá a ligação a Sul do Mondego entre Coimbra e o litoral, pretendendo-se que venha a substituir, em boas condições de circulação, as EN341 e EN347, além de se assumir como uma alternativa importante para o tráfego de Este para Oeste a Sul do Mondego entre a Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Coimbra.
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O traçado dará continuidade para Este ao troço em fase de projecto de execução da EN347 (Montemor-o-Velho/Alfarelos), permitindo a ligação com o troço da EN341 (Arzila/Taveiro) já construído. Segundo o estudo, os tempos de percurso são, actualmente, muito elevados, tendo em conta as distâncias percorridas, razão pela qual «a nova via se revela necessária e dará resposta às expectativas da população e, em particular, aos utilizadores diários das EN341 e EN347».
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In Diário de Coimbra

Orçamento de Estado beneficia Penacova mas esquece “reivindicações antigas”

. segunda-feira, 15 de outubro de 2007
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Mais de um milhão de euros é quanto o município de Penacova viu inscritos no PIDDAC. Do lado oposto, Cantanhede, Mira e Soure ficaram a “zero”, enquanto que Góis conseguiu pouco mais do que isso.
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Três municípios do distrito de Coimbra – Cantanhede, Mira e Soure – não viram qualquer verba inscrita em PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central). Do lado oposto, o Orçamento de Estado de 2008 revelou-se uma surpresa para o município de Penacova, que conseguiu mais de um milhão de euros inscritos, ultrapassado apenas pelos dois maiores centros urbanos: Coimbra e Figueira da Foz.
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O presidente da Câmara Municipal de Penacova não mostra, no entanto, grande satisfação pela verba, uma vez que não contempla os investimentos há muito reclamados. O Mosteiro de Lorvão – «a obra prioritária» – e a recuperação paisagística da EN110 são exemplos, duas «reivindicações antigas», lembra o autarca, que, uma vez mais, continuam a passar despercebidas à Administração Central.Sobre o Mosteiro de Lorvão, que aguarda «há décadas» por uma verba para a sua reabilitação e para a recuperação do órgão de tubos, Maurício Marques espera agora «que as verbas necessárias venham a estar contempladas no Programa Nacional do Ministério da Cultura». O mesmo se passa em relação à alteração dos nós de Oliveira do Mondego e Cunhedo, no IP3, e à recuperação da EN110 e do pontão do Caneiro (localizado nesta via). Nestes casos, aguarda por uma verba no orçamento da Estradas de Portugal (EP) que este ano é realizado fora do Orçamento de Estado.
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Quase 165 mil eurospara a Lousã
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À parte destas reivindicações, o autarca não deixa de se congratular pelos 1.035.862 euros incluídos em PIDDAC. O grosso da verba (997.772 euros) destina-se à reabilitação dos edifícios da antiga escola preparatória, entretanto integrada na Secundária, que «está completamente degradada». Mais de 16 mil euros são destinados ao pagamento de uma dívida do Estado para com a Associação de Apoio a Jovens e Idosos de S. Mamede, referente à construção da sua sede, sendo a restante parte destinada à Extensão de Saúde de S. Pedro de Alva (1.300 euros), à criação do Gabinete Técnico Local para a elaboração do planos de recuperação urbana de Aveleira e Roxo (5.000 euros) e à requalificação do centro histórico da vila de Penacova (15.000 euros).
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Do lado dos mais contemplados, destaque também para o concelho da Lousã, que viu inscrito em PIDDAC 164.862 euros, sendo o grosso da verba (100 mil euros) destinada à construção da EB1,2,3 da Lousã. O restante reparte-se entre o Centro de Emprego e a Unidade de Saúde Familiar, estando ainda reservados mil euros para a reabilitação do centro histórico da vila, incluindo a recuperação do fontanário e do Museu Etnográfico da Lousã.
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Interior penalizado
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Do lado oposto, os autarcas de Cantanhede, Mira e Soure, dos quais o Diário de Coimbra não conseguiu ontem obter qualquer depoimento, não têm motivos para satisfação, uma vez que o Orçamento de Estado não incluiu qualquer verba para estes concelhos no Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central. O mesmo sente o concelho de Góis, o mais prejudicado, uma vez que tem apenas mil euros inscritos para a reabilitação e recuperação do centro histórico da vila. Uma verba irrisória que demonstra, uma vez mais, a «discriminação dos concelhos do interior», como afirmou a vice-presidente da autarquia de Góis. «Já estamos habituados», diz mesmo Maria Helena Moniz, lamentando que se continue a apostar no litoral e nos grandes centros urbanos e a «esquecer os municípios do interior desertificado que, sem ajuda do Governo, dificilmente conseguem realizar grandes investimentos».Um desses investimentos que fica, para já, pelo caminho, é a construção da Casa da Cultura de Góis.
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«A que existe é bonita mas está degradada e não temos uma sala condigna para espectáculos», explica a vice-presidente, adiantando que o projecto elaborado passa pela «quase total demolição» do actual edifício da Associação Educativa e Recreativa de Góis. De entre os municípios com menor dotação orçamental, destaque para Pampilhosa da Serra, também este um concelho de interior, com 22.623 euros que vão ser investidos na construção do Centro Social e de Cultura e Recreio de Trinhão.
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Nos restantes concelhos, as verbas inscritas são de 113 mil euros para Arganil, 24.084 euros para Condeixa-a-Nova, 53 mil euros para Miranda do Corvo, 38.416 euros para Montemor-o-Velho, 31.417 para Oliveira do Hospital, 31.548 para Penela, 78.930 para Tábua e 56.969 para Vila Nova de Poiares, para além de Coimbra e Figueira da Foz com uma dotação de, respectivamente, 44.080.952 e 7.419.000 euros.
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In Diário de Coimbra

Número de vítimas mortais sobe para 4

. domingo, 14 de outubro de 2007
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Um dos feridos no acidente de trabalho ocorrido terça-feira em Paredes morreu hoje nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), elevando para quatro o número de mortos no sinistro - disse fonte hospitalar à agência Lusa.
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O homem, de 28 anos, um dos dois feridos internados na Unidade de Queimados dos HUC, sucumbiu hoje, cerca das 07:00, à gravidade das lesões sofridas no acidente.
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No sábado, o outro ferido internado nos HUC, um jovem operário de 23 anos, também acabou por morrer nesta unidade dos Hospitais da Universidade de Coimbra.
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Estes dois trabalhadores, residentes na Figueira da Foz, estavam a trabalhar na construção de uma linha de alta tensão em Paredes quando foram atingidos por uma descarga eléctrica.
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Sofreram queimaduras de segundo e terceiro grau em mais de 50% do corpo.
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Além destes dois sinistrados, o acidente provocou logo no local dois mortos - de 29 e 43 anos, naturais do concelho de Soure - e ainda um ferido ligeiro.
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De acordo com a REN - Redes Energéticas Nacionais, o acidente ocorreu «durante os trabalhos de construção da linha dupla, a 220 kV, a cargo de uma empresa prestadora de serviços».
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In Diário Digital / Lusa

Morreu um dos feridos do acidente de trabalho ocorrido em Paredes - Terceira vítima

. sábado, 13 de outubro de 2007
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Um dos feridos no acidente de trabalho ocorrido terça-feira em Paredes morreu hoje nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), disse fonte hospitalar à Lusa.
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O jovem, de 23 anos, morreu cerca das 00h00 de hoje na Unidade de Queimados.
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O outro ferido, com 28 anos, que foi internado nesta unidade dos HUC mantinha, cerca das 12h30 de hoje, um "estado muito grave", segundo a mesma fonte.
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Estes dois trabalhadores, residentes na Figueira da Foz, estavam a trabalhar na construção de uma linha de alta tensão quando foram atingidos por uma descarga eléctrica.
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Sofreram queimaduras de segundo e terceiro grau em mais de 50 por cento do corpo, tendo sido transportados de helicóptero para os HUC.
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Além destes dois sinistrados, no imediato, o acidente tinha provocado dois mortos - de 29 e 43 anos, naturais do concelho de Soure - e ainda um ferido ligeiro.
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De acordo com a REN - Redes Energéticas Nacionais, o acidente de trabalho ocorreu "durante os trabalhos de construção da linha dupla, a 220 kV, a cargo de uma empresa prestadora de serviços".
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In Público

Governo não apoia Soure, Mira e Cantanhede

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O Governo afectou, para o próximo ano, sete milhões de euros para a construção da nova cadeia de Coimbra, um sinal de que o arranque da sua construção se deve efectivar durante o próximo ano. Este é um dos elementos mais relevantes da parte do Orçamento de Estado que se refere ao PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) regionalizado. Além deste projecto, que no ano passado tinha apenas consignados 80 mil euros, também o Hospital Pediátrico de Coimbra vê subir o seu financiamento estatal. De 8 milhões de euros que estavam no Orçamento de Estado de 2007 para construção da nova unidade de saúde a verba passa, em 2008, para 17,2 milhões, sendo que o grosso da fatia (13 milhões) diz respeito a financiamento comunitário. Ora, quando o projecto foi lançado o Governo de então garantiu que o financiamento seria todo efectuado com verbas nacionais, o que agora já não estará a acontecer, recorrendo às verbas de Bruxelas.
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terceiro grande projecto do distrito prende-se com o Metro Mondego mas neste caso a verba inscrita em PIDDAC é reduzida face ao ano passado. Um corte que traduz o impasse que neste momento se vive no processo e eventualmente a menor vontade política em lançar o concurso em 2008. No ano passado, no mesmo documento, o Metropolitano Ligeiro do Mondego tinha um total de 8,3 milhões contra os 3,5 milhões que surgem inscritos na proposta do Governo. Todavia, há a acrescer mais um milhão de euros inscritos numa nova rubrica denominada Sistema de Mobilidade do Mondego. Mesmo assim, o total de 4,5 milhões é curto para o lançamento da empreitada.
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Quanto a Soure...
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Globalmente, no documento do PIDDAC regionalizado o distrito de Coimbra aparece com um total de 140 milhões de euros enquanto no ano passado o valor global era de 148 milhões. Uma redução que pode não ser real uma vez que este ano os projectos das Estradas de Portugal (que entretanto foi transformada em entidade pública empresarial) não surgem neste documento do Orçamento de Estado. Quando se analisam as verbas por concelho (ver quadro), Coimbra, Figueira da Foz e Penacova são as que mais dinheiro devem receber. No caso da Figueira da Foz o grosso da verba prende-se com obras no Porto e em Penacova quase um milhão de euros será encaminhado para a ampliação de uma escola. Pela negativa, destaque para Cantanhede, Mira e Soure que não têm qualquer verba inscrita. Todavia, os 43 milhões de euros inscritos pelo Ministério da Agricultura para desenvolvimento da Aquicultura estarão certamente relacionados com o projecto da Pescanova no concelho.

CASA DO BENFICA EM SOURE

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A Casa do Benfica em Soure, realiza mais um convívio de pesca desportiva.Os rios Anços e Arunca acolherão oa pescadores no próximo domingo, dia 14, a partir das 8 horas.

MUNICÍPIO DE SOURE APROVA TAXA DE IMI PARA 2008

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A proposta apresentada por João Gouveia, Presidente da Câmara Municipal de Soure, foi aprovada por unanimidade, mantendo-se assim, a significativa baixa de impostos já aprovada para 2007.
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Com efeito, concretamente, o IMI - Imposto Municipal sobre Imóveis -, para prédios urbanos avaliados nos termos do novo código continuou em 0,4 % e sobre os demais prédios urbanos em 0,7 %, isto é, mantiveram-se as baixas respectivamente de 20 % e 12,5 %. De acordo com João Gouveia, trata-se de dar uma resposta efectiva a uma ambiência Macroeconómica e Social, ainda difícil, para as famílias em geral.
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Esta proposta resultou, mais uma vez, da actividade de um Grupo de Trabalho constituído para o efeito, integrando vereadores e deputados municipais.
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Observe-se, que para além da fixação das taxas atrás referidas, a proposta aprovada manteve e aprofundou o recurso à fiscalidade como instrumento de influência efectiva na política social e urbana.
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Assim, os prédios urbanos na Freguesia de Pombalinho continuarão a ter uma redução de 15 %; os prédios urbanos da Zona Histórica de Soure uma redução de 15 % ; os prédios urbanos arrendados para fins habitacionais uma redução de 10 %; os prédios urbanos degradados um aumento de 15%; também pela primeira vez os prédios rústicos com área florestal em situação de abandono, 50 % de aumento, dados riscos de ignição e propagação de incêndios no seu interior e nos confinantes.

Centenas no adeus a vítimas de acidente

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U m silêncio pesado tomou ontem conta do lugar de Moinho de Almoxarife, no concelho de Soure, em Coimbra, com a realização dos funerais de Nuno Páscoa e de José Maia Rodrigues. Os dois homens, de 28 e 43 anos, respectivamente, morreram na terça-feira, devido a uma descarga eléctrica ocorrida enquanto trabalhavam em Vandoma, Paredes. O acidente causou ferimentos em mais três operários, tendo dois deles ficado com queimaduras de segundo e terceiro graus em mais de 50% do corpo.
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As ruas de Moinho de Almoxarife estão lotadas de carros e há vultos negros em cada esquina. São às centenas as pessoas reunidas na última homenagem às vítimas. "Vieram de todo o lado, foi uma coisa louca", diz uma familiar próxima de José Rodrigues que prefere não ser identificada. "Eles eram pessoas queridas e dinâmicas. Imagine o que é, numa terra pequena, envelhecida, morrerem dois jovens", completa, antes de cair em lágrimas. José Maia e Nuno Páscoa pertenciam ao Samuel Futebol Clube. O segundo era sócio, também, do Clube de Motards 'Diabos de Samuel'.
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"A tragédia traumatizou toda a população. Eles eram pessoas espectaculares. Foram trabalhar e encontraram a morte", solta a moradora Lurdes Pato. Está encostada a um muro, de rosto fechado, já após a partida dos caixões, rumo ao cemitério da freguesia de Samuel.
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"O responsável que ligou a luz vai ser descoberto!", diz uma voz revoltada, aludindo ao modo como terá ocorrido o acidente. "O Tiago, filho do José Rodrigues, está em estado de choque porque os jornais disseram muitas mentiras sobre o estado dos corpos e sobre a forma como tudo aconteceu. Ele assistiu à morte do pai e quando leu aquelas coisas ainda ficou pior", conta a familiar que prefere o anonimato. E acrescenta "O Tiago viu o pai morrer e, além de pai, era o seu melhor amigo. Não queremos perguntar-lhe o que é que aconteceu. Foi algo de muito errado, mas neste momento não vale a pena especular". Há que "dar tempo ao tempo", defende .
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In Jornal Notícias

Horácio Pina Prata fala de substituição de Carlos Páscoa

. sexta-feira, 12 de outubro de 2007
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“Currículo do dr. Encarnação tem sido de traições”
A troca de presidente na Concelhia do PSD foi a “gota de água” para Horácio Pina Prata, que admite a possibilidade de se candidatar à Câmara em 2009. Nesta entrevista, o vereador acusa Carlos Encarnação de quebrar compromissos por questões de agenda política pessoal
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Diário de Coimbra (DC) - Considera normal que a mudança de líder provoque tanta turbulência nas estruturas locais do PSD?
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Horácio Pina Prata (HPP) – É preciso dar um novo impulso ao partido, virá-lo para a sociedade civil e para os militantes de base. Portanto, se as bases assumiram um movimento de mudança, é óbvio e importante que os líderes locais que foram eleitos por essas bases sintam um movimento de mudança. É preciso fazer essas leituras políticas e considero muito natural que isto aconteça. Em Coimbra, o que aconteceu é que o presidente da Concelhia candidatou--se há um ano, demonstrou que fez mal a Coimbra, e por isso se demitiu. Fez um mau serviço pela simples razão que estava a fazer um percurso político em Soure e veio para aqui atrapalhar. A própria entidade em que estava a trabalhar quase o requisitou agora para sair da política. A sucessão foi de natureza quase dinástica – e não pode ser.
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DC – É particularmente crítico na substituição de Carlos Páscoa…
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HPP – Vejo isto com grande preocupação porque, infelizmente, veio dar razão às preocupações que tinha quando me candidatei há um ano. O partido precisava de mudar, virar-se para a sociedade civil e não fechar-se em pseudo-relações de amizade ou familiares. Para mim, a política tem que ser independente das relações familiares. Passado este período, viu-se que estava algo de cinzento a acontecer. Coimbra não pode tolerar que se faça uma política local de facção e o presidente da Câmara tornou-se um político de facção. Isto não se pode transformar numa ilha do Burundi, um principado ditatorial e dinástico. Nota-se a preocupação da sociedade civil pelo que está a acontecer em Coimbra. Caiu um presidente da Concelhia com um subterfúgio, fez--se uma eleição contra os estatutos e elegeu-se, por acaso, o filho do presidente da Câmara.
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DC - Mas se fosse outro vice-presidente eleito, também consideraria grave?
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HPP - Ao haver uma demissão do presidente da Concelhia, deveria haver solidariedade da equipa. O dr. Carlos Páscoa e a Concelhia apoiaram Marques Mendes, portanto, deveriam ter feito uma leitura política. Isto é um caso “sui generis” em termos nacionais, em que o presidente da Câmara é o pai e o presidente da Concelhia que suporta o presidente da Câmara é o filho. Será que com base nesta actuação, o pai vai destruir o filho? É que já tem destruído um conjunto de políticos jovens que se vinham afirmando em termos nacionais. Tinha uma admiração pelo dr. Carlos Encarnação porque saiu de Coimbra e assumiu-se como um político nacional. Infelizmente, quando se foi buscar o político nacional para mudar alguma coisa em Coimbra, correu bem durante o primeiro mandato, e na mudança para o segundo conseguiu destruir jovens políticos que tinham já um percurso, casos do dr. Nuno Freitas e da dr. Teresa Violante. Há uns anos Coimbra teve as referências de Fernando Nogueira, Dias Loureiro, Mota Pinto e Barbosa de Melo e o que Carlos Encarnação está a fazer é uma política caseira para se servir a ele próprio, à família e aos amigos.
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DC – Qual a razão dessa mudança do primeiro para o segundo mandato?
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HPP - Vou contar tudo nesta altura porque é importante. Quando me lançaram o repto de estar numa lista que queria mudar Coimbra, com um projecto estratégico de desenvolvimento, aceitei porque lutava nessa altura contra o marasmo. Por amar e ter nascido em Coimbra, aceitei o repto. Tínhamos uma equipa que fazia, sabia fazer e que fez. Fez-se desenvolvimento, atraiu--se investimento, prepararam-se projectos estruturantes. Um dos compromissos que assumi para continuar na equipa no segundo mandato, e disse-o claramente ao dr. Carlos Encarnação, era de que entendia o desenvolvimento para Coimbra como um projecto de equipa. Até passei de uma situação de meio tempo para tempo inteiro. O projecto tinha que ter continuidade e ser uma prioridade absoluta. Infelizmente, quando tomou posse para o segundo mandato, o presidente da Câmara disse logo uma coisa que não se deve dizer a uma equipa: que não se recandidatava. Não pode brincar com Coimbra e com as pessoas e não pode pensar que só ele que manda. O destino de Coimbra tem que passar pelos conimbricenses, não por um ser pensante que decide a seu bel-prazer. Atingiu o objectivo do segundo mandato com maioria e passou automaticamente na tomada de posse a quebrar os compromissos que estabelecera comigo. A segunda quebra de compromisso diz respeito à Águas de Coimbra, projecto que gerou uma nova empresa, a Águas do Mondego, um conjunto de investimentos, e resolveu um problema de abastecimento e saneamento. E que também ajudou à reeleição do dr. Carlos Encarnação. Houve um estudo económico que dizia que os aumentos tinham determinadas características no tarifário e contra tudo isso quebrou outro compromisso, pois em vez de aumentar o tarifário 5%, aumentou 12,5%. Abstive-me na votação e disse que não concordava.
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DC – Considera, então, que Carlos Encarnação está a enganar os conimbricenses neste mandato?
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HPP - Está a enganá-los, porque está a fazer um projecto com base numa agenda política pessoal e isso é grave. Um presidente da Câmara não pode fazer a sua agenda política pessoal e as coisas ao seu bel-prazer. Mas voltando atrás, a segunda quebra de compromisso levou-o até a fazer chantagem. Tentou fazer isso comigo, escrevendo-me a dizer que me retirava a vice-presidência, mas não teve coragem de o fazer.
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DC - Em entrevista recente ao Diário de Coimbra, o presidente da Câmara ficou em silêncio em relação a si. Como interpreta isso?
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HPP - Porque não tem razão. Se é presidente da Câmara, deve--o a mim e a outras pessoas que contribuíram para que fosse eleito. O sr. presidente da Câmara não deve dizer o que disse nessa entrevista, ao afirmar que mexia na equipa. E a marca de Coimbra é a dele? A marca deve ser o que o povo decidir, não o que ele decidir. Mas houve uma terceira quebra de compromisso, com o apelo que fez ao partido. O dr. Carlos Encarnação saiu fragilizado do congresso em que Marques Mendes venceu, tendo até saído dos órgãos nacionais. Quando anunciei a minha candidatura à Concelhia, o presidente da Câmara estava ao meu lado, estava também o presidente da Concelhia cessante, o presidente da Mesa da Concelhia e o presidente da Assembleia Municipal. Disponibilizei-me face ao apelo do dr. Carlos Encarnação, que a partir desse momento, fez um movimento cinzento, e que agora veio demonstrar-se, de traição. Sinto--me traído, pois foi chamar o seu ex-chefe de gabinete para se candidatar contra mim, e pôs o filho na lista, que entretanto tinha sido mandado embora da Figueira Grande Turismo. Talvez pensasse que mais tarde ou mais cedo haveria um golpe palaciano e assim seria possível ir a um terceiro mandato. Várias pessoas sentem-se incomodadas com isso e dão-me razão. Mas quanto à entrevista, que condições tem o dr. Carlos Encarnação para voltar a ser presidente da Câmara, quando diz que mexia na equipa. Como se sentem os vereadores? Será que vai retirar a confiança política ao dr. Marcelo Nuno, como fez comigo, por ele ter apoiado outro candidato? Se calhar vai. As pessoas não podem enganar os conimbricenses e o dr. Carlos Encarnação tem idade e experiência suficientes para perceber que a seguir a ele não é o caos. Não vou deixar.
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DC - Às vezes também lhe apetece ser candidato à Câmara, mesmo contra Carlos Encarnação?
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HPP - O que sinto nesta fase é muito simples: é um apelo da sociedade civil, incomodada com o caminho que Coimbra está a seguir. É óbvio que este espírito de disponibilidade que sempre tive…
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DC - Se mantém até às autárquicas de 2009…
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HPP - Estarei sempre disponível para a sociedade civil. Não posso estar disponível é para a mentira, a traição e o engano. Em momentos difíceis fui solidário com o dr. Carlos Encarnação. Eu poderia ter votado contra numa série de situações e abstive-me ou não participei nas votações. Agora não me podem pedir que com a retirada de confiança baseada em pressupostos errados e dinásticos, que continue a ser solidário. Com mais tempo, tive oportunidade de fazer uma análise ao currículo do dr. Carlos Encarnação, que tem sido de traições. Já saiu do partido há uns anos, foi para o CDS, e depois voltou. O meu número de militante é o 6 mil, o dele é o 60 mil, portanto, não aceito regras de pessoas que já abandonaram o partido por interesses pessoais e curriculares. Tive admiração por ele no primeiro mandato, mas nesta fase está a fazer mal a Coimbra. A fazer o que Manuel Machado fez no seu último mandato. Ele tem que respeitar os jovens quadros do partido e a visão empreendedora do primeiro mandato está parada porque começou a destruir pessoas.
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DC - Mas equaciona, ou não, ser candidato à Câmara?
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HPP - O apelo é constante e sinto-me de consciência tranquila para seguir o meu percurso. Há um ano deixei um plano estratégico de desenvolvimento económico que o dr. Carlos Encarnação pôs na gaveta. Como acredito na democracia participativa, considero a possibilidade de no futuro ser candidato à Câmara de Coimbra.
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DC - Até lá o que vai fazer? Mostrar os seus projectos?
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HPP - Exactamente. Temos o exemplo da via verde do investimento, posta de lado. Já se está a tratar a obra e o muro como um projecto de investimento. Sinto-me triste quando o parque de Taveiro está no estado de degradação em que está. Quando o parque de Eiras anda com burocracias. Quando o Coimbra iParque se transforma numa arma de arremesso político – e não lhe vou desculpar isso, porque o que fez é de uma canalhice perfeitamente atroz.
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DC – É por não se sentir obrigado a ser solidário com ele que agora faz oposição ao Executivo?
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HPP - Sou a consciência tranquila da verdade. Os meus pais sempre me disseram que acima da amizade e dos compromissos está a verdade. Eu não podia enganar os conimbricenses com os estudos económicos das Águas de Coimbra. E o mesmo se passa com a Derrama, a mais alta do país. O dr. Carlos Encarnação tem que ser responsabilizado por isto.
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DC - E espera contar com o apoio de Luís Filipe Menezes?
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HPP - O dr. Luís Filipe Menezes é um homem onde me revejo porque é empreendedor e fez de Gaia a verdadeira terceira cidade do país. Se critiquei o dr. Manuel Machado por repelir os investidores, tenho que criticar, por uma questão de coerência, o que o dr. Carlos Encarnação está a fazer. Coimbra tem que ter uma nova esperança. O presidente da Câmara tem que defender princípios e valores dos conimbricenses. Se os governantes são socialistas, tem que se dialogar com eles. Não é ter uma agenda própria. Tem que se ir ao Governo, sensibilizar, não é atacar o eng.º Sócrates. O dr. Carlos Encarnação está a colocar projectos na gaveta, porque Coimbra já não lhe interessa. Veio agora fazer esta inflexão porque se calhar teria um lugar num sítio qualquer se Marques Mendes tivesse ganho. Mal é o político e o pai que utiliza o filho como trampolim para ambição pessoal.

Choque de alta tensão mata dois trabalhadores

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Uma violenta descarga eléctrica de alta tensão provocou ontem, pelas 14h25, dois mortos e três feridos, dois dos quais em estado muito grave. Tratou-se de um acidente de trabalho, numa empreitada de substituição de postes eléctricos da Rede Eléctrica Nacional (REN), no monte de Cruz Capitão, freguesia de Vandoma, concelho de Paredes.
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O filho de uma das vítimas mortais, que também estava a trabalhar no local, viu o pai calcinado e teve de receber tratamento hospitalar e acompanhamento psicológico.
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A descarga eléctrica aconteceu durante a colocação da base de um poste, quando os funcionários estavam a utilizar uma espécie de alavanca de ferro que se aproximou das linhas de electricidade, situadas a mais de dez metros do solo.
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“A montagem das estruturas de linhas de alta tensão é faseada e as vítimas estavam a proceder à instalação da base que serve de suporte ao resto da estrutura, que suporta cerca de 220 KW de potência”, explicou ao Correio da Manhã Delfim Cruz, segundo comandante dos Bombeiros de Baltar, a primeira corporação a chegar ao local.
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“Devido à alta tensão terá havido uma descarga eléctrica, sem que as vítimas tivessem tocado nos fios”, adiantou ainda o responsável dos Voluntários.
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Os dois trabalhadores que estavam em contacto directo com a barra de ferro ficaram calcinados. Dois que se encontravam próximos sofreram queimaduras graves, enquanto que um terceiro, mais afastado, ficou só com os braços queimados.
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Nuno Miguel Cardoso Páscoa, de 29 anos, e José Maria Rodrigues, de 43, naturais de Moinho de Almoxarife, no concelho de Soure, Coimbra, são as vítimas mortais deste acidente. Fernando Nuno Pedrosa Franco e Geison Alves de Lima, de 23 e 28 anos, ambos da Figueira da Foz, sofreram graves queimaduras e foram transportados de helicóptero para a unidade de queimados dos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde se encontram em estado crítico. Alecsandro José Alexandre, 44 anos, também residente na Figueira da Foz, foi transportado para o Hospital São João do Porto, onde se encontra “estável”.
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A substituição dos postes da Rede Eléctrica Nacional (REN) daquela zona estava a ser efectuada por várias empresas subcontratadas pela EPME, S.A., como a Energfoz e a Átomo Verde, ambas com sede na Figueira da Foz. Os trabalhadores deslocados para a zona Norte dormiam toda a semana nas freguesias próximas no local da obra e apenas iam a casa aos fins-de-semana.
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Os colegas de trabalho das vítimas, todos residentes no Centro do País, estavam abalados pela tragédia e regressaram precipitadamente a casa no final da tarde de ontem por não conseguirem permanecer no local da tragédia.
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“Eram grandes colegas de trabalho e todos estamos de luto e solidários com as famílias”, desabafou ao CM um funcionário que preferiu manter o anonimato. Sobre as questões de segurança da obra nenhum trabalhador ou responsável da empresa quis prestar declarações. O Núcleo de Penafiel da Inspecção-Geral do Trabalho abriu, tal como a REN, um inquérito para apurar as causas do acidente.
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VÍTIMAS MORTAIS LIGADAS AO DESPORTO
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As duas vítimas mortais do acidente eram muito populares em Moinho de Almoxarife, no concelho de Soure, por estarem ligadas ao clube desportivo e a outras actividades populares na região. Nuno Miguel Páscoa, solteiro, jogava futebol amador no Samuel Futebol Clube e pertencia ao Club Motard ‘Diabos de Samuel’. O jovem de 29 anos, solteiro, começou a trabalhar após concluir o 9.º ano de escolaridade e depois de passar pela Soporcel esteve sempre empregado no ramo da electricidade. O seu conterrâneo José Maia Rodrigues, casado, pai de dois filhos (um jovem de 20 anos e uma menina de nove), era o director do Samuel Futebol Clube e chegou a emigrar para França, mas só ficou um mês e meio. Regressou a Moinho de Almoxarife em finais de Junho, com “saudades da família”, e tinha entrado na Energfoz há três meses. Ontem à tarde, no Café Pescador, esperavam-no para lhe entregar os novos equipamentos da colectividade quando souberam a notícia da sua morte. “Perdemos dois bacanos, resta-nos a saudade!”, disse o dono do café, Carlos Silva, primo do presidente do clube.
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POPULAR AJUDOU FILHO DE VÍTIMA
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Foi o primeiro popular a chegar à tragédia. Apercebeu-se do incidente quando trabalhava numa oficina “com vista para o local”, segundo o próprio. “Era um cenário inacreditável”, adianta o morador de Cruz Capitão, que conta os pormenores do que viu: “Os corpos encontravam-se quase irreconhecíveis e os restantes trabalhadores estavam todos em pânico, principalmente o filho de um dos que morreu.”
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Perante o estado traumático do filho da vítima, o morador decidiu levá-lo para uma residência de Cruz Capitão onde terá recebido apoio da equipa de psicólogos destacada para o incidente. “O rapaz nem conseguia falar. Estava em estado de choque”, rematou.
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FERIDOS COM PROGNÓSTICO RESERVADO
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Os dois feridos graves deste acidente de trabalho, com 23 e 28 anos de idade, que foram transportados de helicóptero para Coimbra, sofreram queimaduras de terceiro grau em mais de metade do corpo e encontram-se em estado “muito crítico”. Fonte da Unidade de Cuidados Intensivos dos Hospitais da Universidade de Coimbra disse ao CM que “o prognóstico é altamente reservado”, salientando que “as queimaduras por descargas eléctricas são sempre muito complicadas”. Quanto ao ferido ligeiro, um homem de 44 anos, sofreu queimaduras nos braços e foi assistido no S. João, no Porto.
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JÁ HAVIA AMIZADE COM HABITANTES
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As vítimas – juntamente com as outras equipas de trabalhadores – almoçavam diariamente no restaurante Bom Sucesso em Vandoma, onde já tinham criado laços de amizade com os empregados. Sílvia Matos, a proprietária do restaurante, explicou ao CM que José Maria Rodrigues, uma das vítimas mortais, era um cliente já apreciado pela casa. “Era muito boa pessoa e gostava de brincar, durante o último almoço ele estava particularmente bem disposto”, adiantou.
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Há cerca de um mês que os trabalhadores iam almoçar regularmente naquele restaurante. Ao todo, eram 18 pessoas que se costumavam juntar no convívio.
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In Correio da Manhã

BPI abriu balcão em Soure

. domingo, 7 de outubro de 2007
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O BPI abriu recentemente o seu balcão em Soure.
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A nova dependência bancária fica situada na Avenida Dr. Abel das Neves, próximo ao serviço de Finanças de Soure, e tem como gerente António José Rosado.
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Soure fica com mais opções bancárias, sendo elas o BPI, MILLENNIUM, BES, CGD E CAIXA AGRÍCOLA.

Os Sourenses já escolheram...

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Esta ideia nasceu depois da noemação das Novas 7 Maravilhas deste novo mundo.
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Foi uma ideia que visa mostrar todo o património municipal e toda a nossa cultura fora das fronteiras do nosso concelho e, quem sabe, mesmo para algumas pessoas distraídas no nosso concelho de Soure.
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A nomeação demorou cerca de 2 meses.
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Durante as quatro fases, no total existiram 233 votos (nesta última 75 votos).
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Assim fica mais uma iniciativa deste blogue, mais virão em honra deste concelho.
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Saurium

AMPLIAÇÃO DO CEMITÉRIO / AQUISIÇÃO DE TERRENO

. sexta-feira, 5 de outubro de 2007
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VINHA DA RAINHA

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A Câmara Municioal de Soure, aprovou, na sua reunião de 27 de Setembro, a aquisição de um imóvel para ampliação do cemitério.

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O prédio em causa tem uma área total de 3.300m2 e fica contíguo ao actual cemitério da Vinha da Rainha.Perante a eminência de esgotamento do actual cemitério, a Junta de Freguesia sensibilizou a Câmara Municipal para a necessidade da aquisição do imóvel cujo custo foi de 10.000 euros.

“Vai uma rapidinha?”

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Com música, animação, tasquinhas, exposições e vários dias dedicados à divulgação da actividade comercial e industrial do concelho e aos seus produtos endógenos e recursos naturais, a edição deste ano da FAGRIP contou, como é já habito, com a presença de um espaço do “Campeão das Províncias” e da “Rádio Regional do Centro” (rádio oficial do certame), órgãos de informação do Grupo Media Centro, que promoveram um passatempo direccionado aos visitantes do certame.
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Sob o mote “Vai uma rapidinha?”, foi posta à prova a habilidade dos participantes em partir nozes no mais curto espaço de tempo. Margarida Simões, natural de Soure, aceitou o desafio e, em 14 segundos, garantiu o primeiro prémio, nada mais nada menos do que um cabaz de produtos endógenos pelos quais o concelho de Penela é bem conhecido, designadamente, as nozes, o Mel DOP Serra da Lousã, o Queijo Rabaçal DOP, os licores e ainda os vinhos produzidos em terras de Sicó.
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In Campeão das Províncias

Blogue é notícia no jornal "CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS"

. terça-feira, 2 de outubro de 2007
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Saurium quer que todo o mundo conheça o lugar onde vive


Jovem estudante divulga Soure na blogosfera


Indignado com o conteúdo de um “blogue sourense” que, na sua opinião, tinha apenas o intuito de “insultar o povo” e “quem tem o poder”, um jovem estudante criou um blogue para “levantar a moral dos sourenses”.
Resguarda a sua verdadeira identidade sob a alcunha de Saurium e garante que nunca utilizará esta forma de anonimato para denegrir a imagem de quem quer que seja, muito menos do sítio onde nasceu. É um adepto da blogosfera e aproveita este recurso da Internet para dar a conhecer a sua terra amada a todo o mundo.
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Mostrar Soure, exaltando o que de melhor tem, é a sua motivação. Foi buscar a alcunha – Saurium – às origens e através do blogue - vila-de-soure.blogspot.com – procura mostrar “o verdadeiro concelho de Soure, de uma forma justa.”
Numa breve “conversa”, via MSN (outro recurso que aproveita para contactar com os seus conterrâneos, e não só), o jovem assegurou ao “Campeão” que é apenas alguém que ama muito a terra onde vive e gostaria que “o povo” tivesse mais espírito de iniciativa - “...aquela que os nossos avós tiveram e que os jovens de hoje perderam”, sublinha.
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O blogue tem vindo a transformar-se num portal para outros blogues que Saurium tem vindo a criar, sempre com o objectivo de exaltar os valores e as tradições de Soure. Um desses espaços está a promover a eleição, por etapas, das “/ Maravilhas Sourenses”.
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Até dia 7 de Outubro, os cibernautas têm à votação catorze elementos do património arquitectónico, natural e histórico do concelho, nomeadamente o Cruzeiro de Urmar (Samuel), Castelo de Soure (Soure), Capela de Nossa Senhora do Bonsucesso (Casalinhos), Rios Anços e Arunca (Soure), Edifício dos Paços do Concelho (Soure), Capela de São Mateus (Soure), Igreja Matriz de São Tiago (Soure), Castro (Soure), Campo de Lapiás (Degracias), Paúl da Madriz (Alfarelos), Termas da Amieira (Samuel), Buracas (Tapéus), Igreja da Misericórdia (Soure) e Igreja de Nossa Senhora de Finisterra (Soure).
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“Vida Desportiva”, “O Nosso Património”, “Iniciativas”, “A Voz dos Sourenses” e “As Memórias da Avozinha Sourense são os restantes blogues. Este último é feito com base em relatos de “uma avó verdadeira”, que, segundo Saurim “tem muitos conhecimentos” acerca das tradições locais. Esta é uma ideia que lhe foi sugerida por uma amiga que tem, para já, o mérito de preservar a memória aproveitando a generosidade de quem já viveu muito.

O blogue vila-de-soure.blogspot.é uma espécie de portal para outros blogues que Saurium tem vindo a criar para divulgar o concelho
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In Campeão das Províncias - Iolanda Chaves