1300 utentes sem médico de família desde Janeiro

. sexta-feira, 9 de maio de 2008
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Manuel António Rente, de 77 anos, critica a Administração Regional de Saúde por não substituir a médica que está de baixa por doença crónica


Em Granja do Ulmeiro, no município de Soure, há cerca de 1300 utentes sem médico de família desde Janeiro. A médica Natália Santos ausentou-se, por motivo de doença crónica, e ninguém tomou o seu lugar. "A culpa não é dela, é de quem não põe alguém a substituí-la", atira Manuel António Rente, de 77 anos, aludindo à Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC).
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"É uma situação muito ingrata", desabafa Manuel, que já dirigiu, ao presidente da ARSC, João Pedro Pimentel, duas exposições a dar conta do mal estar provocado pela situação. São múltiplas, as queixas, assegura Até junto do pessoal administrativo da Extensão de Granja do Ulmeiro (parte integrante do Centro de Saúde de Soure), "que não tem culpa nenhuma". Tudo porque "metade da população" está "pendurada". Existe outro médico, mas esse, soube o JN, está sobrecarregado.
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"Estou para saber o resultado de umas análises desde Janeiro. Quando forem vistas, já devem estar alteradas", lamenta Manuel, que tem a mulher doente, dependente de si, e dois cestos reservados só para os medicamentos de cada um. Na farmácia, por vezes, são compreensivos e aviam-lhe a medicação sem receita - pois é o director do Centro de Saúde de Soure, José Barreiros, que passa o receituário e este demora alguns dias a chegar. Um desconforto, para Manuel, que não gosta de pedir "Sou mais de exigir aquilo a que tenho direito".
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José Barreiros, por seu lado, explicou que, embora gostasse de ter "uma bolsa de médicos " para resolver o problema, decidir se é colocado um novo profissional de medicina geral e familiar em Granja do Ulmeiro depende da ARSC. "A situação foi-lhe comunicada em tempo oportuno. Estou à espera", referiu o director do Centro de Saúde de Soure, assumindo que "as pessoas têm razão nas suas reclamações". Todavia, o responsável alertou para a existência de alternativas por exemplo, na casa que dirige, a poucos quilómetros de Granja do Ulmeiro, há consultas complementares, de acesso livre, todos os dias.
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A actual falta de médico é "temporária", afirmou fonte da ARSC, por e-mail, admitindo a substituição da profissional de saúde em causa, se a sua ausência se prolongar e tal "se justificar".
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In Jornal Notícias