João Gouveia põe a mão na consciência

. sábado, 14 de junho de 2008
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O presidente da Câmara Municipal de Soure reconhece que ter deixado o PSD e concorrido pelo PS, nas últimas eleições autárquicas, “pode ser considerada uma atitude eticamente não recomendável e que leva à descredibilização da política”.
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“Aceito esta leitura por quem está de fora e entendo ser um exemplo contraditório com a minha prática, mas garanto que não mudei de convicções, nem de forma de estar e que no plano pessoal não ganhei com isso”, refere João Gouveia no programa “Dois dedos de conversa”, realizado na Góis Joalheiro, em Coimbra.
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Segundo o autarca, a situação que se vivia no PSD, em 2005, “desapaixonava-o” e a sua motivação estava “muito em baixo”, tendo mesmo equacionado o “abandono”, ponderando, assim, não se recandidatar. Contudo, conforme explica, “houve a coincidência de o PS o querer”, tendo aceite concorrer por este partido devido “a razões do foro pessoal e a vontade de continuar a desenvolver o concelho”.
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João Gouveia, com o distanciamento que o tempo já permite, considera que “houve um défice de explicação aos munícipes da sua opção”, assim como a mudança de partido possibilitou, durante a campanha eleitoral, “um desvio oportunístico para não se ter debatido o que era importante para Soure”.A recandidatura para um quinto mandato, o segundo pelo PS, após três pelo PSD, está a ser ponderada, com João Gouveia a garantir que “tem prazer em ser autarca”. “Na recente posse das estruturas políticas socialistas, o presidente reeleito disse que eu seria o candidato”, recorda, acrescentado que, prudentemente, não respondeu, mas “tomou a devida nota”.
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Na conversa sobre as questões do Município, o presidente da Câmara referiu “não estar satisfeito, nem acomodado”, relativamente à falta de um nó de acesso às auto-estradas. Acentuando “a inexistência de um impedimento técnico” para a construção de um acesso à A1 no concelho de Soure, entre os nós de Cernache e de Pombal, João Gouveia refere existirem “também boas razões económicas e sociais que continuam a justificar que o Governo chegue a acordo com a Brisa”, mostrando-se esperançado que isso aconteça no mandato em curso. O desenvolvimento económico do concelho, com a instalação de indústrias e médias superfícies comerciais, o investimento da Câmara em infraestruturas, a educação, a acção social e o desporto foram áreas abordadas no programa pelo autarca, sem esquecer a reabilitação da zona junto aos rios, assim como a iniciativa que mostra o artesanato, a gastronomia e a cultura de Soure e as festas de S. Mateus.
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in radioregionalcentro.com