"Em nome da história do clube"

. quarta-feira, 30 de julho de 2008
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O Grupo Desportivo Sourense realizou nova Assembleia Geral Extraordinária, no passado dia 18 de Julho. A ordem de trabalhos desta sessão era composta por ponto único: Eleição dos Corpos Gerentes para os mandatos 2008/2009.
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O facto de não se encontrar presente nenhum elemento da Mesa da Assembleia Geral, motivou a que a mesa tivesse de ser constituída por associados presentes, no caso José Gomes Figueiredo, Gil Soares e Augusto Mendes Cardoso, com o primeiro a criticar desde logo o facto, das pessoas que convocaram a reunião, não estivessem presentes (em gozo de férias). Coube a José Gomes Figueiredo proceder à leitura da extensa acta da Assembleia Geral anterior e que viria a ser aprovada por unanimidade.
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Falando em nome da Comissão Administrativa, Fernando Rodrigues deu a conhecer à Assembleia o ponto da situação do clube, e concretamente, as situações mais prementes que, entretanto, foram resolvidas, entre elas, o facto do Grupo Desportivo Sourense já estar em condições novamente junto da Federação Portuguesa de Futebol de inscrever jogadores. No que respeita às Finanças disse que era necessário entregar as declarações em falta, mas que para isso, era necessária a colaboração do presidente demissionário Sousa Domingues e posteriormente, pagar as coimas respeitantes à não entrega destes documentos em tempo útil.
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Por fim, Fernando Rodrigues lembrou que urgia preparar a nova época desportiva, visto que falta menos de um mês para a mesma começar.
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Em seguida, José Gomes Figueiredo prosseguiu os trabalhos, questionando os sócios presentes, se algum deles era portador de uma lista.
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Perante a inexistência de qualquer lista, e face à situação delicada que a colectividade vive actualmente, José Gomes Figueiredo alertou que "o Desportivo corre o risco de fechar portas".
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"...o que está em discussão neste momento é a sobrevivência do clube", disse Gil Soares antes de anunciar que está disponível para ajudar o Sourense a sair da crise em que se encontra.
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O associado Gil Soares pediu então a palavra, para adiantar que estava disponível para avançar com uma lista, mas mediante duas condições: com um projecto de saneamento financeiro consubstanciado na contratação de um empréstimo exclusivamente para o efeito, dando como garantias reais para a sua contracção, o património do clube e apurarem-se judicialmente todas as situações de índole duvidosa dos dois mandatos anteriores.
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Chamando a atenção para este momento complicado e delicado da vida do G.D. Sourense, Gil Soares acrescentou que o que está em causa neste momento "é a sobrevivência" da colectividade e perante isto, os sócios "não se devem resignar em nome da história do clube" e alertou que mais importante do que o plano desportivo neste momento, "é fundamental readquirir a imagem e credibilidade do Sourense", apesar de reconhecer que será um "caminho árduo para enfrentar os credores".
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Foi então decidido pelos associados, suspender os trabalhos desta Assembleia, e dar-lhe continuidade no dia 23 de Julho, pelas 21h00m. Apesar de se tratar de um espaço de tempo muito curto, Gil Soares prometeu fazer um esforço para sensibilizar um determinado número de pessoas que "já demonstraram noutras ocasiões, pretenderem apenas servir o clube e não servir-se dele".
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Devido ao facto desta edição do Popular de Soure já se encontrar encerrada para impressão, na referida data (23 de Julho), na próxima edição contamos abordar novamente o assunto, e revelar-lhe, caso seja essa a situação, a nova Direcção do G.D. Sourense.
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Pormenores sobre a Assembleia Geral do dia 4 de Julho
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Ainda em relação à Assembleia do G.D. Sourense do dia 4 de Julho, onde foi divulgado o relatório da Comissão de Avaliação/Auditora, foi aprovado na altura, entregar os factos apurados pela mesma a um jurista, para este avaliar quais os tramites judiciais a seguir e não encaminhar directamente o processo para o Ministério Público, como o nosso jornal publicou.
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Outro aspecto relevante que ocorreu na referida sessão e que não foi referido, por lapso involuntário, diz respeito ao facto do associado Fernando Centeio colocar em causa a legitimidade da referida Comissão de Auditoria, tendo em conta o facto do Grupo Desportivo Sourense ser detentor do estatuto de Instituição de Utilidade Pública.
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Sobre este assunto, o associado José Gomes Figueiredo disse que a Comissão Auditora tinha toda a legitimidade, a partir do momento em que a sua constituição e respectivos poderes, forem aprovados pelos sócios.
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Por último, aquando da explicação dada pelo presidente Sousa Domingues, dos respectivos Relatórios de Contas referentes às épocas 2006/2007 e 2007/2008, que vieram a ser chumbadas pelos sócios, devido às muitas dúvidas que tiveram sobre a veracidade das mesmas, Sousa Domingues disse algumas vezes, que estavam ao dispor dos sócios naquele salão, pastas contendo documentação vária para dissipar algumas dúvidas.
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Documentação que, a Comissão Administrativa e Comissão de Auditoria, da altura, disseram que nunca lhes havia sido entregue em tempo útil, apesar de a ter solicitado por diversas vezes, segundo foi referido na ocasião.
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Terminada aquela sessão, segundo o nosso jornal apurou, Sousa Domingues voltou alegadamente, a levar consigo, as referidas pastas que nenhum sócio quis consultar, segundo nos foi transmitido por um elemento da actual Comissão Administrativa.
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In O POPULAR DE SOURE