EMAIL DE NOVA SOURE - BRASIL

. segunda-feira, 31 de março de 2008
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Mensagem:
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Esta é a nossa Igreja Matriz de Nossa sra da Conceição aqui em Nova Soure(minha terra natal no Brasil) . Envio para todos os sourenses de Portugal. Parabéns pelo blogue.
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Maurício Dantas.

Bocage com raízes sourenses

. sábado, 29 de março de 2008
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Autor de versos 'imorais', não casou nem deixou descendência
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Nascido em Setúbal a 15 de Setembro de 1765, Manuel Maria Barbosa du Bocage viveu nessa cidade a sua infância, onde estudou as primeiras letras, latim e humanidades e, muito novo, assentou praça no regimento de infantaria.
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Aos 14 anos foi estudar para Lisboa, para a Academia Real da Marinha e, depois, para a Academia dos Guarda Marinhas. Nomeado guarda-marinha em 1786, partiu para o Rio de Janeiro e, depois, para a Índia.
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Em 1789, foi promovido a tenente da 5.ª companhia da guarnição de Damão, cargo que abandonou, indo para Macau. De lá voltou para Lisboa em 1790. Aqui ingressou como poeta na Nova Arcádia, onde usava o pseudónimo de Elmano Sadino. Envolveu-se em querelas literárias e publicou poemas considerados imorais, que o levaram à prisão em 1797.
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Ganhou a vida como tradutor de poetas franceses, latinos e italianos, e com a sua própria obra, que editou entre 1791 e 1804. A partir de 1800, a doença e a pobreza levaram-no à decadência e à morte, em Lisboa, em 1805. Não casou nem deixou descendência. Teve cinco irmãos.
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O pai do poeta, José Luís Soares Barbosa, nasceu em Setúbal, em 1728. Bacharel em Direito por Coimbra, foi juiz de fora em Castanheira e Povos, cargo que exercia durante o terramoto de 1755, que arrasou aquelas povoações.
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Em 1765, foi nomeado ouvidor em Beja. Acusado de ter desviado a décima enquanto ouvidor, possivelmente uma armadilha para o prejudicar, visto ser próximo de pessoas que foram vítimas de Pombal, o pai de Bocage foi preso para o Limoeiro em 1771, nunca chegando a fazer defesa das suas acusações.
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Com a morte do rei D. José, em 1777, dá-se a "viradeira", que valeu a liberdade ao pai do poeta, que voltou para Setúbal, onde foi advogado.
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A mãe de Bocage, Mariana Joaquina Caetana Xavier Lestoff du Bocage, nasceu em Lisboa por volta de 1725, provavelmente na freguesia da Encarnação, pois os seus pais viviam na Rua das Flores.
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O seu pai morreu tinha ela três anos, pelo que sua mãe, viúva e com duas filhas, foi viver para Setúbal, de onde era natural. Casou com o pai do poeta em Setúbal, em 1758, onde morreu durante a prisão do marido.
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Foi avô paterno do poeta Luís Barbosa Soares, nascido em São Julião, Lisboa, em 1686. Foi proprietário do ofício de tabelião judicial e das notas da vila de Setúbal, onde casou com Eugénia Maria Inácia, natural desta cidade, filha de Domingos Fernandes Bispo, marítimo de Setúbal.
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O bisavô paterno de Bocage foi João Antunes Barbosa, que nasceu em Soure, em 1646, foi soldado nas guerras da Restauração, tendo casado com Bárbara Soares, de Lisboa.
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Foi avô materno do poeta Gilles Hedoix du Bocage, militar francês ao serviço da armada portuguesa, que se estabeleceu definitivamente em Lisboa em 1720, quando contava 62 anos e onde casou com Clara Francisca Joaquina Xavier Lustoff, de apenas 20 anos, de quem teve duas filhas, morrendo em 1727. A sua viúva nunca mais casou, tendo ido viver para Setúbal. Era filha do cônsul da Holanda, Leonardo Lestoff, estabelecido em Setúbal, onde era comerciante e proprietário, e de sua segunda mulher, Luísa Van Zeller.

20 milhões em estruturas sociais

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O distrito de Coimbra vai receber este ano 20 milhões de euros em equipamento social, consagrado no programa PARES (Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais). Este valor corresponde a 5% da verba contratualizada para todo o país para equipamento social (400 milhões de euros). Um dos maiores financiamentos vai para a rede de creches, com a criação de mais 800 lugares para o distrito.
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O secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, considera que o distrito de Coimbra "está a fazer uma aposta estratégica bem estruturada" e dá o exemplo da rede de creches, "onde o distrito está muito acima da média nacional, com uma cobertura na ordem dos 46%". Para o secretário de Estado, esta aposta é importante "porque permite que os casais pensem no futuro e consigam a conciliação da vida familiar e profissional". Pedro Marques congratula-se ainda com o facto de "as instituições de Coimbra estarem à altura dos desafios lançados pelo Governo, e serem capazes de fazer o que tem de ser feito com o PARES".
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Para o secretário de Estado, o financiamento está conseguido mas não chega. "Agora cabe às instituições apertar com projectistas, engenheiros e arquitectos, para que as obras sejam feitas rapidamente e estejam ao serviço de quem mais precisa", sublinha.
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No total, estão consagrados 1870 lugares em equipamentos sociais para o distrito de Coimbra no programa PARES. A assinatura dos contratos foi feita ontem no Governo Civil, sendo 13 as instituições contempladas. Entre as entidades envolvidas, contam-se a Cáritas Diocesana de Coimbra, a Santa Casa da Misericórdia de Coimbra, Cantanhede e Soure, o Centro Sócio-Cultural Polivalente de S. Martinho e a ARCIL - Associação para a Recuperação dos Cidadãos Inadaptados da Lousã.

GABINETE DO PRESIDENTE - AVISO

. sábado, 22 de março de 2008
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A CÂMARA MUNICIPAL DE SOURE alerta todos os Proprietários de Prédios Urbanos no Concelho, para o seguinte:

- Os Documentos que têm vindo a ser recebidos da Direcção Geral de Impostos para Cobrança do IMI - Imposto Municipal sobre Imóveis -, relativo ao ano de 2007, podem não estar correctos, isto é, não estarem de acordo com a Proposta aprovada pela Assembleia Municipal;

- Prevê-se que, a muito curto prazo, dentro de alguns dias, sejam emitidos e enviados pela Direcção Geral de Impostos, novos Documentos de Cobrança, já devidamente rectificados.

Assim, recomenda-se aos Senhores Proprietários de Prédios Urbanos no Concelho de Soure que aguardem pela conclusão deste processo de rectificação, e, só depois, procedam ao pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis, referente ao ano de 2007, no prazo legalmente previsto.

ENTREVISTA COM...

. sexta-feira, 21 de março de 2008
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Porta-voz da claque Fúria Negra

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Saurium (S) - Quando e como começou a claque Fúria Negra?

Fúria Negra (FN) - Tudo surgiu em 29/01/2006, num gesto de brincadeira entre 5 amigos, o meu irmão disse que deviamos criar uma claque. Fui falar com o Sr. Gil Soares e ele concordou, então começámos a ir aos jogos regularmente.
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S - A claque é composta por quantos elementos?

FN - Actualmente, acho que não chegamos aos 10, mas na nossa primeira época chegámos a ser 30 no jogo contra o Eléctrico de Ponte de Sôr

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S - A claque recebe ou tem algum apoio a nível financeiro ou material?

FN - Infelizmente não, temos de comprar tudo do nosso próprio bolso. E como somos maioritariamente estudantes não é propriamente fácil arranjar fundos.

S - Acha que têm condições de "sustentar" a claque sem apoios? Que tipo de apoios precisariam em Soure?

FN - Por enquanto sim, mas se for um projecto para obter mais sucesso, aí dúvido. Mas o mais importante seria patrocinarem-nos com transporte para os jogos fora e também materiais como tecidos, tintas, etc..

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S - Já comunicaram com empresas em Soure para poderem alcançar essas ajudas?

FN - Não, pois ainda não sentimos necessidade de isso. E sinceramente, se mal apoiam o clube quanto mais a claque.

S - O porquê da interrupção da claque?

FN - A nossa interrupção deve-se principalmente à falta de membros, e não a conflitos com a direcção como muita gente pensa. A mentalidade era outra, não queriamos ir para lá apenas com 5/6 pessoas.

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S - Uma vez que a claque tem poucos elementos, deciram voltar porquê?

FN - Devido à má fase que o clube atravessa, sentimos a necessidade de apoiar o "nosso" clube.


S - Como é que a claque vê toda esta situação com equipas técnicas e jogadores revoltados com a direcção do sourense?

FN - Pois, isso é um situação que não podemos avaliar, pois não estamos por dentro do assunto. Mas, pessoalmente, tenho pena que o Xico Galvão tenha saído, podia não ser treinador para o Sourense, mas como pessoa é cinco estrelas, e ao menos é "gente cá da terra".

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S - Como diz "...podia não ser treinador para o Sourense,...", não acha que estava a mostrar resultados?

FN - Não digo isso, pois em 9 pontos possíveis somou 7. Apenas havia muita gente que dizia que ele não era o treinador ideal para o Sourense.

S - E concordava ?

FN - Não

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S - O que acha, como sourense, sobre todos os problemas do G.D.S, como exemplo, jogadores sem receber ordenado?

FN - Acho mal, pois que me lembre o Sourense nunca esteve envolvido numa situação destas.


S - Acha que o Sr. Presidente Sousa Domingues tem os seus dias contados à frente do G.D.S?

FN - Acho que para um clube da III Divisão "sobreviver" tem que ter muitos apoios dos comerciantes e/ou empresas locais, isso não se vê no Sourense. Se o Sr. Sousa Domingues deve sair ou não, não me cabe a mim decidir, mas sim aos sócios.

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S - A claque não tem uma posição nesta situação uma vez que afirmou " ...que me lembre o Sourense nunca esteve envolvido numa situação destas."?

FN - Não assumimos nenhuma posição acerca desse assunto.

S - O que acha dos comentários que têm sido publicados no blogue acerca da claque Fúria Negra?

FN - Já foram tantos que nem me lembro. Se tiver a falar dos nossos comentários a agradecer ao Sr Presidente, é tudo verdade, ele próprio nos ligou a convidar-nos para irmos com eles para Alcobaça amanhã (Sábado). Se é dos comentários do Sr. Ediberto, ao que apurámos ele não faz mesmo parte da claque, e o comentário não se destinava a nós (Fúria Negra) mas sim à população Sourense.

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S - Em relação ao Sr.Presidente, qual a vossa relação com o Sr.Sousa Domingues?

FN - Ele tem sido excelente connosco, como disse anteriormente, convidou-nos a ir Alcobaça com eles, oferecendo-nos os bilhetes e transporte.

S - Acha que tem mostrado essa mesma disponibilidade para resolver os problemas dos jogadores com brevidade?

FN - Como disse anteriormente não estamos nos "balneários" para ver como o Sr Sousa lida com os jogadores.

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S - Diga-me, como é que alguém poderá aderir à claque?

FN - Dirigindo-se a um de nós durante o jogo. Já dispusemos de um blogue, mas com a "pausa" da claque abandonámos também essa actividade.

S - E o vosso blogue está de regresso?

FN - Por enquanto não.

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S - O que acha do blogue "Soure, o melhor e o pior..."?

FN - Penso que é uma boa fonte de informação e local para discutir o que se passa na nossa vila.

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S - Por fim, quer deixar uma mensagem aos sourenses?

FN - Apenas queria pedir aos Sourenses para apoiarem mais o Grupo Desportivo Sourense.

SITE - Fúria Negra

Educação: Avaliação de desempenho dos professores

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Escolas vão desobedecer

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As escolas do distrito de Coimbra uniram-se e apelaram ao Ministério da Educação para suspender o processo de avaliação de professores até ao final do ano lectivo. A falta de "suporte legal para uma avaliação simplificada dos professores contratados" é um dos principais motivos invocados pelos presidentes das mais de 20 escolas secundárias e agrupamentos que subscrevem o documento, contrariando as directrizes do Ministério da Educação (ME), que não permite a suspensão ou adiamento do processo.
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No pedido, que já foi entregue na Comissão Parlamentar de Educação, os professores referem não conhecer as ponderações nem terem "indicações sobre como funciona o sistema de quotas". Os dirigentes escolares, que representam mais de 200 escolas e 20 mil alunos, referem que se sentem "num processo sem directivas legais", propondo à ministra a suspensão da aplicação do processo de avaliação até ao final deste ano lectivo e o reatamento "imediato" do diálogo com os sindicatos.
Entre as escolas que pedem a suspensão do processo de avaliação, contam-se duas que figuraram entre as 20 melhores no ranking das escolas secundárias elaborado pelo CM em Outubro: a Infanta Dona Maria (melhor pública e terceira no ranking geral) e a José Falcão (18.º lugar no ranking). Os presidentes dos conselhos executivos vão voltar a reunir a 2 de Abril.
A reunião de quarta-feira ocorreu no dia em que foi divulgada pelo ME uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa sobre a providência cautelar interposta pelo Sindicato de Professores da Grande Lisboa e que pedia a suspensão da eficácia de três despachos do ME. O juiz considerou que as decisões não podiam ser impugnadas por serem instruções internas.
Em reacção à decisão,a Fenprof argumenta que o tribunal "não se pronunciou sobre a legalidade ou ilegalidade dos despachos em causa". Segundo a Fenprof, enquanto se mantiver uma das cinco providências cautelares interpostas, "os actos decorrentes dos despachos de 24 e 25 de Janeiro mantêm-se suspensos".
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UMA PETIÇÃO SUBSCRITA EM DOIS ACTOS

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O documento em que é pedida a suspensão da aplicação do processo de avaliação foi subscrito em 11 de Março pelos dirigentes dos Agrupamentos de Escolas de Silva Gaio, São Silvestre, Martim de Freitas, Pedrulha, Alice Gouveia e Escolas Secundárias Avelar Brotero, D. Duarte, Jaime Cortesão, Infanta D. Maria e Quinta das Flores (Coimbra). Na quarta--feira, numa reunião realizada na Avelar Brotero, os Agrupamentos de Taveiro, Ceira, Eugénio de Castro (Coimbra), Soure, Lousã, Álvaro Viana de Lemos (Lousã), Penela, Góis, Poiares e secundárias José Falcão e da Lousã também se associaram ao protesto. No agrupamento de escolas de Montemor-o-Velho, os professores decidiram suspender todas as actividades relacionadas com a avaliação de desempenho, como foi noticiado ontem pelo CM.
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VINTE MIL ALUNOS ABRANGIDOS
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Ao todo, são 22 os agrupamentos e escolas secundárias da Região Centro que pedem a suspensão da avaliação até ao início do próximo ano lectivo. A maior parte são do concelho de Coimbra, mas também se contam escolas de Soure, Lousã (como o CM adiantou em Janeiro), Penela, Góis, Vila Nova de Poiares e Montemor-o-Velho. Só os agrupamentos de Pedrulha e de Soure representam 63 escolas, de um total de 215 estabelecimentos de ensino, desde jardins-de-infância a escolas secundárias, que se uniram para tentar parar a avaliação. Nestes 215 estabelecimentos, de acordo com os dados disponibilizados no site da Direcção Regional de Educação do Centro, estudam 20 584 alunos. Respeitando os rácios professor/aluno, este conjunto de escolas deverá ter entre 1600 e dois mil professores, sendo que a avaliação ainda este ano lectivo deverá incidir sobre 300 a 400 contratados e professores do quadro à beira de subir de escalão.
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SAIBA MAIS
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1772 alunos estudam nas 33 escolas do Agrupamento de Escolas de Soure. O segundo maior agrupamento é o da Pedrulha, no concelho de Coimbra, com 1660 alunos em 30 escolas.
407 estudantes encontram-se actualmente nas sete escolas do Agrupamento de Góis, um dos concelhos mais rurais do distrito de Coimbra.
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REGIÕES
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O mapa educativo de Portugal continental divide-se em cinco direcções regionais de Educação: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.
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APOIO
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Na área da Direcção Regional do Centro, as escolas estão afectas a várias ‘equipas de apoio’: Estarreja, Aveiro, Viseu, Mangualde, Tábua, Coimbra, Leiria, Guarda e Castelo Branco.
formação No dia 29 realiza-se mais uma sessão de formação em Educação Especial para professores na Universidade de Aveiro com o módulo ‘Autismo’.

Escolas de Soure querem suspensão de avaliação

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A ministra da Educação recebeu esta quinta-feira pedidos de suspensão do processo de avaliação de professores, até ao final do ano lectivo, de presidentes de cerca de 20 agrupamentos de escolas do distrito de Coimbra, que estiveram reunidos esta quinta-feira.
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Segundo noticia a Lusa, estes responsáveis disseram já ter entregue o documento em que é pedida a suspensão da aplicação do processo de avaliação na Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República por uma representação dos conselhos executivos signatários.
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Nesse documento, citado pela agência noticiosa, os responsáveis defendem o «reatamento imediato do diálogo com a Plataforma Sindical e outras organizações representativas dos professores, a fim de analisar a situação actual e encontrar formas de entendimento».
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«Não nos parece possível implementar uma avaliação rigorosa de professores sem que haja um prévio período experimental. Tal como acontece com a avaliação dos alunos, os critérios de avaliação dos docentes devem ser conhecidos no início do ano lectivo», sublinham.
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A petição foi subscrita, numa primeira reunião a 11 de Março, pelos presidentes dos conselhos executivos dos Agrupamentos de Escolas de Silva Gaio, São Silvestre, Martim de Freitas, Pedrulha, Alice Gouveia, bem como das Escolas Secundárias Avelar Brotero, D.Duarte, Jaime Cortesão e Secundárias com 3.º Ciclo do Ensino Básico Infanta D. Maria e Quinta das Flores (Coimbra).
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Posteriormente, numa reunião realizada quarta-feira na Avelar Brotero, associaram-se os Agrupamentos de Escolas de Taveiro, Ceira, Eugénio de Castro (concelho de Coimbra), Soure, Lousã, Penela, Góis, Poiares e Álvaro Viana de Lemos e Escolas Secundárias José Falcão e da Lousã.

Cajú é o novo técnico do Sourense

. domingo, 16 de março de 2008
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A “dança” de treinadores continua no Sourense e, na última segunda-feira, a história conheceu novos contornos. Após a saída de Chico Galvão do comando técnico, Cajú assumiu a liderança dos “canarinhos”.
O novo treinador já orientou o treino da última segunda-feira e prepara-se para liderar a equipa no próximo domingo, no jogo frente ao líder da 3.ª Divisão, série D, Monsanto. “Esta é uma boa aposta da nossa parte. Conhecemos bem o trabalho e as qualidades humanas deste técnico e esperamos que tenha o maior sucesso aqui no clube”, referiu Sousa Domingues presidente do Sourense. Cajú firmou acordo com o Sourense até ao final da época. “O objectivo é ficar nos seis primeiros.
Até ao momento, a cada jornada, estamos a subir lugares e queremos continuar assim”, adiantou o presidente. Para o resto da temporada o Sourense terá pela frente 12 partidas – duas até ao fim do campeonato e dez na fase seguinte da prova.Cajú terá como técnico adjunto Carlos, ex-técnico dos iniciados do Condeixa.
No currículo o técnico principal tem passagens pelo Moinhos, Penelense e Mirandense

Soure com estação de alta velocidade

. sábado, 15 de março de 2008
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Em Dezembro de 2005, os conimbricenses ouviam da boca do presidente da Rave/Refer, Luís Pardal, que para se apanhar o comboio de Alta Velocidade teriam de fazer 32 quilómetros.
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Em Dezembro de 2005, os conimbricenses ouviam da boca do presidente da Rave/Refer, Luís Pardal, que para se apanhar o comboio de Alta Velocidade teriam de fazer 32 quilómetros.
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Ou seja, na estação de Coimbra/B, existiria um comboio que circularia em bitola ibérica até às imediações de Soure onde seria construída uma estação onde pararia a carruagem da linha de Alta Velocidade (AV). Tudo porque os responsáveis da REFER se terão esquecido, quando projectaram a modernização da estação de Coimbra, de arranjar espaço, na sua plataforma, para mais duas linhas de bitola europeia. Rui Rodrigues, num estudo publicado na Internet sobre a exclusão de Coimbra e Aveiro da AV, acusava os responsáveis da Rave de falta de planeamento cuidado. Se o tivessem feito, como frisou no documento, “o acesso a uma das maiores cidades de Portugal processar-se-ia de uma forma directa e sem recorrer à opção do duplo eixo”. O que é certo é que, poucos dias depois, a secretária de Estado Ana Paula Vitorino, traçava prioridades para o projecto. Numa delas, era dito que seria necessário aprofundar estudos que permitissem articular “a Rede de Alta Velocidade (RAVE) com a rede ferroviária convencional nas estações intermédias”.
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Ano e meio depois, é feita a apresentação do modelo de negócio da RAVE. Nessa sessão, foi apontado como um desenvolvimento importante a decisão da localização das várias estações intermédias, onde Coimbra se incluía. Foi então que o ministro Mário Lino revelou que a decisão tinha passado pela sua localização na zona de Coimbra/B. Ou, se quisermos ser mais precisos, ligeiramente a Norte da actual Estação Velha. A nova localização permitirá assim a integração do Metro Mondego, sistema convencional e a RAVE.
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O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, referiu mesmo na Assembleia da República que, em relação ao Orçamento de 2008, a RAVE era uma das mais importantes linhas de actuação do seu ministério. Por isso mesmo, “já tinham sido realizados os estudos técnicos que suportaram as definições da ligação Lisboa-Porto, sendo de destacar a localização da estação central do Porto em Campanhã e a de Coimbra junto a Coimbra/B”. Desde então, e segundo informações obtidas pelo DIÁRIO AS BEIRAS, a forma como as carruagens chegarão a Coimbra ainda está a ser estudada e alvo de muita discussão por parte dos técnicos. O que é certo é que, recentemente, o semanário Campeão das Províncias apontava como forte hipótese de entrada do TGV na cidade um túnel a construir sob o Planalto de Santa Clara. Da RAVE, o silêncio parece ser de ouro, enquanto do lado da autarquia, o vice-presidente João Rebelo aguarda a entrega da solução final do traçado onde se inclui Coimbra. Ao que tudo indica, a questão tem sido bastante debatida, sendo de aguardar para os próximos meses novidades neste assunto em particular.

GREVE DOS JOGADORES, CHEGOU !

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Atletas do Sourense em greve contra salários em atraso
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O plantel sénior do Grupo Desportivo Sourense entrou em greve aos treinos, protestando contra os dois meses de atraso nos salários e pela falta de soluções apresentadas pela direcção do clube.
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Os jogadores do Grupo Desportivo Sourense denunciaram ontem a «frágil situação financeira» que o clube atravessa, «com os jogadores a terem dois meses de salários em atraso». Face a este problema e «à inexistência de soluções para o resolver» os jogadores entraram em greve aos treinos até a direcção decidir a situação. Os atletas revelaram ainda que existem «cinco jogadores brasileiros que nem dinheiro para o pequeno-almoço têm», acusando o presidente da direcção, Sousa Domingues, de «mentir à opinião pública ao afirmar que nada deve aos atletas».
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Segundo um comunicado elaborado pelo grupo de trabalho do Sourense, o plantel sénior «encontra-se mais uma vez em greve em virtude dos incumprimentos salariais e dos sucessivos adiamentos por parte da direcção do clube em regularizar os vencimentos dos atletas». No documento pode-se ainda ler que «muitos dos jogadores estão presentemente com graves dificuldades económicas, nomeadamente os que vivem exclusivamente do futebol, que são 12 num total de 26 que constituem o plantel, encontrando-se alguns deles impossibilitados de se deslocarem aos treinos por falta de verba».
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O plantel do Sourense adverte, contudo, que apesar desta situação os jogadores têm demonstrado grande profissionalismo, uma vez que no campo desportivo o Sourense se encontra bem classificado.

«O clube não perde há 12 jogos para o campeonato da 3.ª Divisão Nacional, série D, e encontra-se neste momento a três pontos do 2.º classificado. Os atletas estão em greve e só aceitaram realizar o jogo de domingo (amanhã) de forma a tentarem colocar o clube num dos seis primeiros lugares, que dão acesso à poule final de acesso à 2.ª Divisão Nacional».
Os atletas relembram ainda «que no passado mês de Fevereiro o grupo passou duas semanas sem treinar devido à falta de pagamento dos ordenados. Este processo arrasta-se desde Outubro, altura em que começaram as dificuldades. A direcção apenas pagou na íntegra os dois primeiros meses da época», realçaram.
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Presidente reserva resposta para mais tarde


Sousa Domingues não comenta

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Contactado pelo Diário de Coimbra, o presidente Sousa Domingues não quis tecer grandes comentários sobre o assunto, remetendo para mais tarde uma reacção oficial da direcção. «Não confirmo nem desminto nada. Primeiro, quero ler o que os jogadores disseram e só depois daremos conta da nossa posição», disse.
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Todavia, quando confrontado com o facto de existirem situações dramáticas no plantel, a resposta foi no mínimo curiosa: «Eles andam é gordos. Mas se houver alguém com fome, temos aqui várias instituições que certamente os podem acolher», sustentou. Estes episódios têm gerado algum mau estar no seio do clube de Soure, o qual já parece ter transbordado para a própria vila. De facto, e depois da controvérsia que gerou a decisão do clube em não inscrever as equipas de juvenis e iniciados nas Taças de Encerramento, ainda recentemente foram colocadas faixas de protesto contra a gestão do clube, tarjas essas que foram retiradas poucas horas depois…Também este assunto foi minimizado pelo presidente, que declarou não ter qualquer conhecimento dos protestos em causa.

Hexion vai encerrar

. quinta-feira, 13 de março de 2008
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Em Montemor-o-Velho, a multinacional norte-americana, Hexion, fábrica de resinas para tintas e adesivos, e maior unidade industrial do Concelho vai encerrar até ao Verão e despedir os seus 120 trabalhadores.
Em comunicado, a Direcção Regional de Coimbra do PCP rejeita os argumentos apresentados pela multinacional para encerrar e anunciou que levará o caso à Assembleia da República, para exigir a intervenção do Governo. Devido à importância desta unidade, também para o concelho de Soure, e à necessidade de se salvaguardar os empregos, o PCP pretende saber que medidas pondera o executivo PS tomar para impedir este encerramento e a destruição dos postos de trabalho. Pretende ainda saber se existe algum compromisso ou protocolo de criação e manutenção dos empregos, entre o Estado e a multinacional.

Galvão demite-se e reinstala crise

. sábado, 8 de março de 2008
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O presidente Sousa Domingues justifica a saída com motivos pessoais, mas um atleta (que prefere o anonimato) acusa o dirigente de ingerência. Sem treinador, será o presidente a sentar-se amanhã no “banco”...
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O técnico Chico Galvão deixou o Sourense. “Foram motivos pessoais que implicaram esta saída. Segundo o técnico nos disse, problemas familiares e uma oportunidade profissional imperdível. É com grande pena nossa que vimos esta partida, porque ele estava a fazer um grande trabalho”, explicou Sousa Domingues, presidente do Sourense, ao DIÁRIO AS BEIRAS.
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Depois de três jogos ao comando do emblema de Soure (duas vitórias e um empate), chegou ao fim a relação entre Chico Galvão e o Sourense, após reunião na quinta-feira entre ambas as partes. Um jogador do plantel, que preferiu o anonimato, contactou o DIÁRIO AS BEIRAS e adiantou ainda que “havia jogadores suspensos pela direcção porque tinham pedido os ordenados que tinham em atraso. Para além disso havia também pressão para que jogassem os reforços brasileiros”. Os ordenados continuam a estar na ordem do dia. Já no mês de Fevereiro os atrasos nos pagamentos motivaram uma greve dos jogadores, que só treinaram uma vez antes da deslocação ao difícil reduto do Unhais da Serra. O mesmo jogador confessou que outro dos motivos prende-se com a vontade da direcção do clube de “dispensar alguns dos jogadores mais caros do plantel”. A fonte anónima confessou ainda que “Chico Galvão e os seus adjuntos encontraram um plantel triste e desanimado, mas conseguiram devolver a alegria e o espírito de união aos jogadores”. Confrontado com as declarações da fonte anónima, o presidente do clube afirmou “desconhecer outras razões” para além das que o treinador lhe deu.
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Com a saída de Chico Galvão, também abandonaram Soure os técnicos José Marques e Carlos Amaral, que compunham a equipa técnica.Para além da saída dos técnicos, o DIÁRIO AS BEIRAS sabe que, há três semanas, também a massagista deixou o Sourense.
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A três jornadas do final da série D, no “Nacional” da 3.ª Divisão, Chico Galvão deixou o Sourense no 5.º posto da tabela classificativa, com 37 pontos. Na próxima jornada, o Sourense desloca-se ao reduto do lanterna-vermelha, Caranguejeira, com o próprio presidente Sousa Domingues a orientar a equipa. Está instalada a crise em Soure e só na próxima semana será conhecido o substituto de Chico Galvão.
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In Diário AS BEIRAS

Montemor e Soure contestam traçado da ligação Arzila-Alfarelos

. quarta-feira, 5 de março de 2008
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A autarquia de Montemor-o-Velho contesta a solução escolhida para um troço de estrada entre Coimbra e aquele concelho, pela margem esquerda do Mondego, argumentando ser mais caro e extenso que duas outras soluções preteridas.
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Na última sexta-feira, o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, deu parecer negativo em sede de Declaração de Impacte Ambiental a duas das três soluções possíveis para a estrada e favorável à restante desde que cumpridas 31 condicionantes.«A solução escolhida é a que pior serve os interesses dos concelhos de Montemor-o-Velho e Soure. É a mais extensa e cara», disse à agência Lusa o presidente da autarquia, Luís Leal.
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Em causa está à construção do troço entre as povoações de Alfarelos e Taveiro (Coimbra), a sul do rio Mondego, na Estrada Nacional 341, que fará a ligação à EN 347, entre Montemor-o-Velho e Alfarelos, em fase de projecto de execução.
Sublinhou ainda que a escolha «vai levantar outras questões, por parte do Ministério das Obras Públicas, aquando da execução da estrada». «Espero que não seja uma forma de adiar, mais uma vez, esta obra tão necessária», frisou.
Luís Leal disse, no entanto, que a autarquia está a analisar a situação, conjuntamente com o município de Soure, e que os dois concelhos poderão vir a tomar uma posição pública sobre o assunto.
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A chamada via rápida de Taveiro termina actualmente na zona de Arzila e o novo troço irá possibilitar que o trânsito automóvel deixe de ser feito pelo interior de localidades como Pereira do Campo, Santo Varão, Formoselha e Granja do Ulmeiro, entre outras.
As duas soluções chumbadas, com cerca de 9 a 10 quilómetros de extensão, desenvolviam-se na zona de Reserva Natural e Rede Natura 2000 do Paúl de Arzila, pelo que, segundo se lê no Estudo de Impacte Ambiental (EIA), «houve necessidade de estudar uma solução [agora escolhida] que não afectasse nenhuma destas áreas».
Esta solução, a C, possui cerca de 16 quilómetros de extensão e diverge das restantes por apresentar um traçado orientado para sul, já no concelho de Condeixa-a-Nova.
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Segundo o EIA será «do ponto de vista da ecologia» a melhor solução, bem como a que menos impactes tem sobre os aproveitamentos hidroagrícolas daquela região, pois é aquela que menos afecta a área agricultada.
No entanto, segundo o EIA, a solução agora escolhida é a que apresenta pior classificação das três em termos de reflexos visuais na paisagem e ambiente sonoro, bem como de impactes sobre os recursos hídricos na fase de construção, «por se situar a montante do Paúl de Arzila».
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O Estudo de Impacte Ambiental sofreu de vicissitudes várias, tendo obrigado, por duas vezes, à realização de novos trabalhos de campo e actualização da informação. Foi iniciado em Outubro de 2003, depois suspenso pela empresa Estradas de Portugal, tendo recomeçado em Novembro de 2005. Foi finalizado em Maio de 2007, depois da sua desconformidade ter sido declarada em Agosto de 2006.
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In Diário de Coimbra

SÁBADOS NA BIBLIOTECA

. terça-feira, 4 de março de 2008
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No âmbito do Programa Integrado de Promoção da Leitura, implementado pela Autarquia, vai decorrer na Biblioteca Municipal, no dia 8 de Março, sábado, pelas 15h30m, a Acção “MANTA COM HISTÓRIAS”, destinada a pais e filhos.
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Esta iniciativa pretende, acima de tudo, estimular o prazer de ler.Venha sentir connosco como é importante PARTILHAR A LEITURA com os seus filhos!
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NÃO FALTE!

Utentes da APPACDM passaram um dia diferente

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O Passeio TT, que vai já na sétima edição, foi “uma iniciativa gratificante na área da solidariedade” e permitiu proporcionar aos utentes da APPACDM de Soure um sábado diferente.António Henriques, António Carvalho e Nuno Santos. Sorridentes, os três utentes da Associação Portuguesa de Pais e Amigos dos Cidadãos Deficientes Mentais (APPACDM) não esconderam a ansiedade antes de entrarem para um dos 30 carros que participou no 7.º Passeio TT da APPACDM de Soure. Uma prova integrada nas competições nacionais de passeios turísticos mas que tem também uma vertente solidária. Para além de apoiar financeiramente o trabalho diário da instituição, o passeio teve como grande objectivo proporcionar um dia diferente aos utentes da associação. Excitado com a prova, António Henriques lembrou que nunca falhou um passeio. “Vou todos os anos”, disse. Já António Carvalho não escondeu a ansiedade provocada pelo atraso da chegada dos jipes ao local da partida. “Está mais do que na hora”, dizia António Carvalho. Segundo Nuno Santos, a prova não tem segredos. Para além de saber “os caminhos todos”, este jovem questionou a reportagem do DIÁRIO AS BEIRAS sobre a hora de chegada dos carros. E, olhando para a estrada, dizia para alguns colegas: “Não posso perder. Vai ser uma loucura”.Para o presidente da APPACDM de Soure, Santos Mota, toda esta ansiedade é vivida nas últimas duas semanas. Nos corredores da instituição, “não se fala noutra coisa”. É o que Santos Mota considera ser “o stress saudável” que só diminui no momento em que os alunos têm de regressar a suas casas. Nessa altura, o responsável sente que valeu a pena todo o trabalho conjunto com o Clube Tracção Total Aventuras, que é quem define as etapas que irão ser percorridas ao longo do dia. Para este sábado, a organização escolheu o percurso da Serra do Sicó, na parte da manhã, e da pista de trial em Soure, no período da tarde. Durante todo o dia, os pilotos tiveram a companhia de dois utentes da APPACDM, a quem cabia a leitura do livro de bordo, e de uma funcionária da associação.Ao final da tarde, o momento foi de convívio. Cada um dos pilotos participantes levou para casa um troféu de participação, feito pelos seus co-pilotos. O director distrital da Segurança Social de Coimbra, Mário Ruivo, e o presidente da Câmara Municipal de Soure, João Gouveia, estiveram presentes e puderam testemunhar a felicidade no rosto de cada um dos utentes que andou todo o dia no passeio TT.

Em nome do arroz

. segunda-feira, 3 de março de 2008
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Até dia 9 milhares de pessoas viajam pelos sabores do Baixo Mondego.
Cresceu no arroz, como um desígnio do destino, e é dele que vive. Da terra até ao prato. A vida de Helena Pinto, de 40 anos, empresária agrícola, é toda ela "feita" de arroz. Arroz, fertilidade. Arroz, sementeira e colheita. Arroz, iguaria de festa. "Desde pequenina que ando nos campos do Mondego, com os meus pais, irmão e agora com o meu marido, sempre acompanhei as sementeiras, a rega" Dos três filhos, o mais novo, André, parece querer seguir-lhe as pisadas no cultivo das extensas parcelas húmidas do Baixo Mondego. Helena e o marido, José Pinto da Costa, com os filhos Catarina (12 anos), Sofia (dez) e André (sete), juntam sorrisos num campo de malmequeres e mostram o delicioso arroz-doce que Helena acabara de confeccionar.
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Vem tudo isto a propósito da sexta edição do Festival do Arroz e da Lampreia, em que o arroz do Mondego, o famoso e apreciado carolino, é mais um pretexto para visitar a vila de Montemor-o-Velho. Até dia 9, esperam-se milhares de pessoas. Só no ano passado, contas feitas pela organização, foram servidas 30 mil refeições, o que significou um crescimento de 17% face aos anteriores certames. Degusta-se arroz de lampreia, arroz de cabidela, arroz maneirinho de pato e muitos outros pitéus de arroz. No cardápio, também o arroz é sobremesa. Uma exaltação para as papilas gustativas!
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É, pois, este cereal, alimento essencialmente energético, o chamariz perfeito para uma "invasão" à vila de Montemor-o-Velho (Coimbra), de onde, do seu castelo altaneiro, se vislumbram por vezes majestosos patos-reais a pousar nas terras húmidas, ou elegantes cego- nhas-brancas. O marido de Helena lá estará com um posto de venda de arroz, integrado no espaço da Associação de Agricultores do Vale do Mondego: "No ano passado vendemos duas toneladas de arroz durante o festival", assegura José Pinto da Costa. Neste certame, também a Cooperativa Agrícola de Montemor-o-Velho e orizicultores da Ereira venderão o apreciado cereal.
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O arroz, elemento aglutinador de um território com dez municípios, desde os que se identificam com a produção (Figueira da Foz, Montemor-o-Velho, Coimbra, Condeixa, Soure, Cantanhede e Pombal) às áreas onde se localizam as unidades de transformação, gastronomia e o rio Mondego (Penacova, Miranda do Corvo, Vila Nova de Poiares), será a génese de uma rota turística do vale do Mondego. Também há muito que os orizicultores do carolino pugnam pela qualificação desta zona como indicação geográfica protegida (IGP).
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Voltemos ao festival: durante dois fins-de-semana, 18 restaurantes aderem à mostra de gastronomia e, no recinto criado para o certame, dez tasquinhas e 11 espaços repartidos por oito associações deste concelho mondeguino, todos elegerão o carolino como base das loas gastronómicas do arroz. Mas os comensais também poderão apreciar as doçarias conventuais já afamadas desta região. Haverá ainda no perímetro expositivo dez stands de artesanato.
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Novidade será ainda a exibição de um filme sobre a cultura do arroz, que mostrará as diferentes fases da vida do cereal e daqueles que o trabalham, desde a década de 50 até hoje. Haverá ainda exposições na galeria municipal e no recinto, visitas turísticas ao centro histórico de Montemor, em charrete, e a realização da Rota do Arroz (estas últimas duas iniciativas mediante marcações prévias).
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Recorde-se que a Obra Hidroagrícola do Baixo Mondego, iniciada na década de 80 e ainda inacabada, desenhou um novo cenário naquele território - o emparcelamento, blocos com perímetros de rega, deram novo fôlego à cultura cerealífera e às hortícolas.
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"Houve uma evolução muito grande na cultura do arroz. Antes eram feitos viveiros, quando a planta tinha três, quatro folhas, era plantada à mão. Agora, é apenas semeada mecanicamente", alude José Pinto da Costa. "Antes, na colheita, por exemplo, a colheita era feita à foicinha, tudo era transportado em carro de bois", recorda Helena, que actualmente integra a Casa do Lavrador de Casais de Maiorca, jun- tando-se a outras seis senhoras para, aos sábados, vender arroz-doce de porta em porta. Uma actividade "apetitosa" e que assim não deixa morrer as referências de antanho.
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Mas que tem o carolino de diferente do agulha, por exemplo, e que o torna no cereal preferido dos portugueses? Helena, à conversa com o DN gente, responde prontamente: "Tem mais goma, mais capacidade para absorver os condimentos, é mais gostoso, fica mais suculento, é o que melhor se identifica com a nossa gastronomia, porque sempre apreciamos mais o arroz malandro."
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O vale do Baixo Mondego é uma extensa planície. Deslumbrante! Tem uma faixa que se espraia ao longo do rio Mondego - o vale principal - e por algumas ramificações que constituem os afluentes do rio principal.