“Havia razões” para construir o nó de Soure

. sexta-feira, 27 de março de 2009
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«O dia é de felicidade colectiva», disse ontem o presidente da Câmara Municipal de Soure, durante a apresentação do nó de Soure na A1, integrado no contrato de concessão da Brisa. A reivindicação de um acesso à auto-estrada é antiga e justificava-se porque «Soure é um concelho extremamente desenvolvido», afirmou João Gouveia, que em vários momentos do seu discurso agradeceu o empenho do Governo e, particularmente, do secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, na concretização da obra, «um elemento fundamental para continuar a promover o desenvolvimento».


Foi esse mesmo secretário de Estado que ontem foi a Soure fazer o anúncio. Paulo Campos disse estar a cumprir uma promessa feita aquando da sua visita há alguns meses à Fatacis, uma promessa que, que na verdade, não chegou a fazer. «Deixei no ar que íamos trabalhar para a concretizar», afirmou Paulo Campos, perante uma sala repleta de munícipes, que, mesmo em dia de semana e horário de trabalho, não deixaram de se deslocar aos Paços do Município para assistir à «materialização de um sonho antigo», como lhe chamou o presidente da autarquia. O governante foi a Soure dizer que «foi possível concretizar» a reivindicação.


Entre Pombal e Condeixa


Passando a explicar o que foi feito «entretanto», Paulo Campos referiu os vários estudos realizados (de visibilidade, de tráfego, entre outros) para «possibilitar a ligação de Soure às estruturas rodoviárias de grande porte». «O estudo disse que havia razões para construir o nó», concluiu Paulo Campos, adiantando ainda que foi possível também «concretizar a obra a troco contratual com a Brisa». Deixou, de resto, um desafio aos responsáveis da Brisa, também presentes na cerimónia, para que trabalhem «à mesma velocidade com que o mundo gira» e, com isso, consigam concluir a obra antes do prazo previsto. «A Brisa sairia valorizada aos olhos desta população que anseia este nó», afirmou.


Contudo, a não ser possível esta antecipação, espera-se que o nó de acesso à A1, a construir junto à localidade de Casconho, esteja concluído 14 meses após o início da obra, previsto para o segundo trimestre de 2010. Para já dá-se início ao estudo prévio, que terminará em Junho, seguindo-se o projecto de execução, durante quatro meses, o processo concursal, em seis meses e a construção.Refira-se que o lanço entre Pombal e a Condeixa, na A1, tem uma extensão de 28 quilómetros, sendo esta a maior distância entre nós de ligação a esta via de elevada capacidade. Com o nó de Soure diminui-se esta distância, proporcionando a ligação directa deste concelho à A1, reduzindo com isso os tempos de percurso nas ligações com origem ou destino em Soure. Promove-se desta forma «a igualdade de oportunidades», referiu Paulo Campos, destacando o trabalho do Governo na diminuição das assimetrias, bem patente nos «1300 quilómetros de novas estradas praticamente todas contratadas, 1200 dos quais no interior ou de ligação entre o litoral e o interior».


In Diário de Coimbra