Suspeitos por pesca de Meixão no Mondego

. quarta-feira, 29 de abril de 2009
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Sete homens foram ontem identificados, numa operação de combate à pesca ilegal no rio Mondego, desenvolvida pela Unidade de Controlo Costeiro da GNR da Figueira da Foz. Foram ainda apreendidos 27 quilos de meixão (enguia bebé), bem como material usado nesta actividade, nomeadamente embarcações.


A operação, desenvolvida no âmbito de uma investigação que dura há cerca de seis meses, culminou na madrugada de ontem com a identificação dos sete suspeitos, que foram constituídos arguidos e se encontram com termo de identidade e residência. Em causa estão indivíduos de nacionalidade portuguesa, com idades entre os 30 e 50 anos, residentes na Ereira (Montemor-o-Velho) e Amieira (Soure). De acordo com fonte da Unidade de Controlo Costeiro, «alguns dos suspeitos já são reincidentes nesta prática».


A operação daquela unidade da GNR envolveu também a realização de buscas domiciliárias às casas dos arguidos, bem como a armazéns, permitindo às autoridades recuperar 26,875 quilos de meixão. «Estava na residência dos arguidos, mantido em água, em tanques oxigenados», disse o major Jorge Caseiro, comandante do Destacamento de Controle Costeiro da Figueira da Foz.


A investigação resultou ainda na apreensão de cinco embarcações a motor, três viaturas, uma moto-4 e 27 redes. Foram também apreendidas máquinas de costura utilizadas «para fabricar as redes» e 18 crivos, uma espécie de peneiras, de várias dimensões, «usadas para separar o meixão dos limos e outros peixes», explicou aquele responsável.


Segundo a Unidade de Controle Costeiro da GNR, a totalidade do material apreendido está orçado em 65.953 euros.O major Jorge Caseiro sublinha que o meixão, uma espécie protegida, «é comercializada a cerca de 500 euros o quilo». A sua crescente solicitação, sobretudo por parte do mercado espanhol, tem transformado esta actividade «uma verdadeira indústria ilegal».


A operação vai continuar nos próximos dias, através da remoção e apreensão das redes que se mantêm no rio Mondego, trabalhos que envolvem cerca de 100 militares da GNR.


In Diário de Coimbra